Índia propõe meta mais ambiciosa para redução de carbono

A Índia pode ampliar sua meta de controle das emissões de gases do efeito estufa até 2020, disse o ministro de Meio Ambiente na terça-feira, ao voltar da conferência climática de Copenhague.  

REUTERS

22 Dezembro 2009 | 09h48

 

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Jairam Ramesh afirmou que seu país está disposto a reduzir a "intensidade de carbono" --quantidade de dióxido de carbono emitido por cada dólar gerado na economia-- em 20 a 25 por cento até 2020, em comparação aos níveis de 2005.

"É não só eminentemente factível, como também pode ser melhorado pelo benefício do nosso próprio povo", disse o ministro no Parlamento.

A conferência de Copenhague terminou no sábado com uma declaração política, sem valor jurídico, refletindo um entendimento entre os EUA e grandes países em desenvolvimento --China, Índia, Brasil e África do Sul, grupo batizado com a sigla Basic.

Ramesh disse que esses países emergentes tiveram sucesso em resistir à pressão global por um acordo de cumprimento obrigatório para a redução das emissões.

"Foi nesta reunião crucial que o grupo Basic conseguiu obter um acordo sobre suas propostas..., garantir que o Acordo de Copenhague não era juridicamente vinculante e que não houvesse menção a um novo instrumento juridicamente vinculante no acordo", disse Ramesh.

A expectativa é de que as regras climáticas de cumprimento obrigatório sejam aprovadas na próxima conferência climática, prevista para novembro e dezembro no México.

"Acredito que a Índia se saiu bastante bem em Copenhague, e fomos reconhecidos por nossa abordagem construtiva", acrescentou Ramesh.

(Reportagem de Bappa Majumdar)

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