Ike vira furacão de categoria 3; tempestade Hanna també ameaça

A tempestade tropical Ike virou furacão, de categoria 3, sobre o Atlântico na quarta-feira. A tempestade Hanna, que passa sobre as Bahamas em direção ao sudeste dos EUA, ameaça fazer o mesmo. O Ike tem ventos regulares de 185 quilômetros por hora, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos. Ele deve atingir o norte das Ilhas Leeward na sexta-feira, mas é muito cedo para dizer se ameaça os EUA e os campos de petróleo no Golfo do México. As chuvas provocadas pelo Hanna já haviam inundado partes do Haiti, matando mais de 60 pessoas, ilhando moradores nos telhados e levando o presidente René Préval a alertar para uma "extraordinária catástrofe", comparável à tempestade que matou mais de 3.000 pessoas há quatro anos no país. A previsão é que Hanna passe sobre o centro e norte das Bahamas na quinta-feira, voltando a ter a força de um furacão antes de atingir a costa dos EUA na altura da divisa entre Carolina do Norte e Virgínia, no sábado. A outra tempestade atual, Josephine, vai atrás do Ike, mas já está perdendo força. Nesta semana houve um outro furacão, Gustav, que atingiu a costa sul dos EUA depois de matar mais de 80 pessoas no Haiti e outros países do Caribe. O governo dos EUA prevê a formação de 14 a 18 tempestades na atual temporada de furacões (de 1o de junho a 1o de dezembro), superando a média histórica de 10 eventos. Josephine, a décima tempestade, forma-se antes do auge estatístico da temporada, em 10 de setembro. A temporada mais intensa já registrada foi a de 2005, com 28 tempestades, inclusive o devastador furacão Katrina. No Haiti, as autoridades ainda contavam os mortos pelo Gustav quando a tempestade Hanna chegou, na noite de segunda-feira, provocando inundações e deslizamentos que mataram pelo menos 61 pessoas no Haiti, sendo 22 no porto de Gonaives. O número de vítimas ainda pode aumentar com o trabalho de resgate. "Estamos numa situação realmente catastrófica", disse Préval, que pretende realizar reuniões de emergência com representantes de países doadores para solicitar ajuda. "Acredita-se que, comparado ao Jeanne [2004], o Hanna poderia causar ainda mais dano", acrescentou. Dois dias depois da inundação, ainda há moradores ilhados nos telhados de Gonaives, e o governo não sabe o que aconteceu com pessoas que estavam em prisões e hospitais, segundo Préval. (Reportagem adicional de Jane Sutton e Tom Brown em Miami)

JOSE, REUTERS

03 Setembro 2008 | 21h24

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