Rodrigo Santos Alves/Ibama/Divulgação
Rodrigo Santos Alves/Ibama/Divulgação

Ibama diz que não há sinais de óleo sobre área do arquipélago de Abrolhos

Monitoramento foi intensificado na região sul da Bahia, por causa do deslocamento da mancha; nove embarcações participam do trabalho

André Borges, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2019 | 16h09

BRASÍLIA - A equipe do Ibama que participa do monitoramento da área do arquipélago de Abrolhos, no litoral sul da Bahia, afirmou que, em sobrevoo feito nesta quarta-feira, 30, sobre a região, não foi detectada nenhuma mancha de derramamento de óleo na área.

As manchas de óleo que apareceram nesta semana mostraram que o derramamento tem uma tendência de seguir para a região do sul da Bahia, aproximando-se de Abrolhos, uma das regiões mais belas e ricas em biodiversidade da América da Sul.

“Estamos em monitoramento constante na região. Tudo está absolutamente limpo”, disse o superintendente do Ibama na Bahia, Rodrigo Santos Alves, que sobrevoou a região.

O Grupo de Avaliação e Acompanhamento (GAA), formado pela Marinha, Agência Nacional de Petróleo (ANP) e Ibama, informou que, por causa da tendência de deslocamento de óleo em direção ao sul da Bahia, foi intensificado o monitoramento na área do entorno do arquipélago. A intenção é ampliar a cobertura para a visualização de manchas na água e o seu recolhimento, caso detectadas.

Os navios deslocados para o arquipélago fiscalizam uma área de cerca de 22 mil quilômetros quadrados no entorno de Abrolhos, uma área equivalente ao Estado de Sergipe.

Ao todo, segundo a Marinha, nove embarcações fazem o monitoramento.

Nesta quarta-feira, o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Olivaldi Alves Borges Oliveira, chegou a dizer, em audiência na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara, que não descartaria a possibilidade de que o vazamento de óleo no Nordeste poderia ser proveniente do pré-sal. Ele respondia a uma pergunta do deputado Daniel Coelho (Cidadania).

Após a declaração, o Ibama declarou que Oliveira se enganou e que o óleo, como mostraram as análises da Petrobras e Marinha, tem origem em três poços da Venezuela.

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