Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Ibama desativa 29 balsas de garimpo ilegal em terra indígena no Pará

Lei proíbe a extração de minérios nessas áreas; infratores serão responsabilizados criminalmente

André Borges, O Estado de S. Paulo

24 Outubro 2017 | 16h31

BRASÍLIA - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) desarticulou uma grande operação de garimpo ilegal que atuava na extração de ouro dentro da terra indígena Kayapó, a qual abrange os municípios de Cumaru do Norte, Bannach, Ourilândia do Norte e São Felix do Xingu, no Pará. O trabalho feito por agentes do Grupo Especializado de Fiscalização (GEF) foi realizado em três dias, com apoio de três aeronaves.

A terra indígena tem 3,28 milhões de hectares. Segundo informações do órgão ambiental federal, foram destruídas 12 balsas de mergulho, uma balsa escariante, 12 escavadeiras hidráulicas, quatro motobombas e um caminhão carregado de toras.

Os agentes ambientais também apreenderam em acampamentos de garimpeiros uma arma, uma mira de precisão para espingarda e aproximadamente 700 gramas de mercúrio, material usado na extração do ouro.

++Margens são invadidas por ocupações irregulares

Por lei, a extração mineral é proibida em terras indígenas. De acordo com o Ibama, entre os infratores flagrados dentro da área estava o presidente da Cooperativa de Garimpeiros de Ourilândia do Norte, João Costa Guerra. Responsável por uma escavadeira usada para abrir nova frente de garimpo em área isolada, ele será autuado pelo Ibama, que encaminhará o relatório de fiscalização e os documentos apreendidos ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal (PF) para responsabilização criminal. A ação foi acompanhada por um representante da Fundação Nacional do Índio (Funai).

 

Segundo o biólogo Roberto Cabral, que coordenou a operação do GEF, outras ações de fiscalização serão realizadas se o monitoramento por satélites identificar retomada de atividades ilegais na região.

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