Marinha/Divulgação
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Ibama dá 24 horas para Vale detalhar situação de navio que afunda no litoral do Maranhão

Embarcação com minério já tem vazamento de óleo no Maranhão; carregamento pertence à Vale

André Borges, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2020 | 20h48
Atualizado 02 de março de 2020 | 12h01

BRASÍLIA - O Ibama notificou a Vale e a empresa Polaris Shipping, que é a dona e operadora do navio MV Stella Banner, para que informe detalhes sobre a situação do acidente em até 24 horas.

A notificação exige que as empresas apresentem dados sobre a especificação, o volume e a condição de armazenamento de todos os tipos de óleo a bordo do navio, que está encalhado a 100 quilômetros do Maranhão, com risco de naufragar com 295 mil toneladas de minério de ferro e 5 mil toneladas de óleos.

O órgão ambiental exigiu informações precisas sobre a quantidade de tanques e o volume atual de óleo em cada tanque de combustível, além de confirmações de que esses reservatórios se encontrariam estanques.

Abaixo, assista ao vídeo do navio tombado no oceano:

O Ibama solicitou ainda a especificação, o volume e a condição de armazenamento de outras substâncias nocivas ou perigosas a bordo da embarcação, contato da empresa de resposta responsável por atendimento a eventuais derramamentos de produtos perigosos e da empresa de salvatagem da embarcação.

A Vale e a Polaris Shipping precisam ainda prestar esclarecimentos sobre a  origem da substância que já saiu do navio para o meio ambiente e sua estimativa de volume.

A Marinha informou que, em reunião com a Vale e a empresa Ardent Global, contratada para elaborar o plano de resgate da embarcação, foi discutido um plano para realização de mergulho no local, para mensurar a extensão dos danos ocorridos na altura dos tanques de lastro, localizados na proa do navio.

Segundo informações repassadas à Marinha, os demais tanques da embarcação estão intactos, a casa de máquinas está seca e os motores de geração de energia estão em funcionamento.

Por meio de nota, a empresa Polaris Shipping, que é a dona e operadora do navio, informou que o óleo já vazado deve ser “resíduo do ‘óleo morto’ que estava no convés”, e não vazamento dos tanques de combustível.

“Em estreita cooperação com a Vale, a empresa está mobilizando todos os ativos disponíveis no Brasil para erradicar qualquer risco potencial de derramamento de óleo. Uma equipe antipoluição já está no local, monitorando de perto a situação”, declarou a companhia. “A empresa divulgará declarações adicionais à medida que tiver novas informações e o objetivo continua sendo o de encontrar as melhores soluções para esse incidente com transparência a cada etapa.”

“A empresa divulgará declarações adicionais à medida que tiver novas informações e o objetivo continua sendo o de encontrar as melhores soluções para esse incidente com transparência a cada etapa.”

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