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Hu diz que China está engajada no combate ao aquecimento

Presidente chinês afirma que país busca um desenvolvimento socioecônomico que respeite o meio ambiente

Reuters,

23 Fevereiro 2010 | 14h48

O presidente da China, Hu Jintao, disse nesta terça-feira, 23, que seu país está comprometido com o combate às mudanças climáticas, tanto em casa quanto em cooperação com o resto do mundo, mas não chegou a propor nenhuma medida nova.

 

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Grã-Bretanha, Suécia e outros países vêm acusando a China de obstruir a cúpula climática de dezembro passado em Copenhague, que foi encerrada com um acordo não compulsório que fixou uma meta de limitar o aquecimento global para no máximo 2 graus Celsius, mas determinou poucos detalhes.

 

Representantes chineses têm dito que seu país jamais aceitará verificações de terceiros de seus planos de reduzir as emissões de gases estufa e só pode prometer "aumentar a transparência".

 

De acordo com a televisão estatal chinesa, Hu disse a uma reunião de estudos com a presença de políticos de alto escalão, incluindo o premiê Wen Jiabao, que a China encara o problema climático com seriedade.

 

"Precisamos reconhecer plenamente a importância, urgência e dificuldade de enfrentar as mudanças climáticas", disse Hu, segundo a televisão. "Precisamos fazer disso uma estratégia importante para nosso desenvolvimento socioeconômico."

 

O governo afirma que algumas regiões do país já estão sofrendo os efeitos das mudanças climáticas, com temperaturas mais altas e menos chuva em algumas áreas e tempestades mais fortes em outras.

 

A China se comprometeu a reduzir em entre 40% e 45% até 2020, em comparação com os níveis de 2005, o volume de dióxido de carbono produzido por unidade de crescimento econômico. Essa meta de "intensidade de carbono" permitirá que as emissões chinesas de gases estufa continuem a subir, mas mais lentamente que seu crescimento econômico.

 

Hu disse que a economia de energia, os cortes nas emissões e a conscientização ambiental precisam ser transmitidas não apenas a cada funcionário público do país, mas também à sociedade chinesa como um todo, disse a televisão estatal. "A mudança climática é um desafio comum e importante enfrentado por países de todo o mundo", disse ele. "Durante muito tempo atribuímos muita importância a lidar com a questão das mudanças climáticas a partir da base da responsabilidade para com nossa população e com a população mundial."

 

Na condição de maior emissora mundial de gases, a China vem enfrentando pressões crescentes de países desenvolvidos e de alguns países pobres para fixar metas mais firmes e maiores de redução de suas emissões.

 

A China diz que, historicamente falando, suas emissões foram muito inferiores às do mundo desenvolvido e que suas emissões per capita ainda são muito menores que as das sociedades ricas. "Lidar com o problema precisa ser feito com base no desenvolvimento econômico do país", disse Hu. "Precisamos participar pro-ativamente na cooperação global para combater as mudanças climáticas."

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