Haddad anuncia duas centrais de reciclagem para Dia Mundial do Meio Ambiente

Segundo o prefeito, duas centrais mecanizadas de reciclagem, uma na Ponte Pequena, na região central, e outra em Santo Amaro, na zona sul da capital serão inauguradas

Giovana Girardi, O Estado de S.Paulo

28 Maio 2014 | 10h20

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira, 28, em evento promovido pelo Estado e pela Fecomércio sobre resíduos sólidos, que deve inaugurar na semana que vem, por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente (comemorado no dia 5 de junho) duas centrais mecanizadas de reciclagem, uma na Ponte Pequena, na região central, e outra em Santo Amaro, na zona sul da capital.

Segundo Haddad, elas serão as primeiras da América Latina."As centrais vão multiplicar por mais de três nossa capacidade de reciclagem. Vamos chegar a 7% (dos resíduos coletados) nessa primeira etapa e vamos superar a meta de campanha de chegar a 10% (até o final da gestão)", disse o prefeito."Parece pouco, mas se considerarmos que 40% dos resíduos são secos, significa que 25% vai ser recuperado. Isso é um salto importante para uma cidade que esta no patamar que está", completou.

Ele afirmou ainda que o compromisso da gestão é de "levar a reciclagem a sério". Haddad admitiu que a prática ainda é pequena na cidade, de menos de 2%. "Em comparação a cidades medianamente desenvolvidas já é uma vergonha. Temos aterros compatíveis com a legislação, temos coleta a porta de referência, mas falta esse respeito. Reciclagem é respeito. Mais que ao meio ambiente, mas ao trabalho."

Para o prefeito, a situação atual fez a sociedade paulistana perder a confiança na reciclagem. "Por muito anos a população fez mais que o estado. Separou em sua casa e viu o estado juntar de novo. Quando o resíduo chega numa central que não tem capacidade de reciclar, o lixo separado vai para o aterro. E quando chega ao conhecimento público, a população perde o ânimo de separar. Mas quando a população conhecer a reciclagem moderna, vai se encantar com o processo de novo", afirmou.

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