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Hackers desenvolvem soluções para desastres naturais

Programadores se reuniram em SP em busca de projetos focados nos principais problemas da cidade

estadao.com.br

10 Junho 2010 | 17h45

Depois de pensar em soluções que dão suporte para a população em desastres como os ocorridos no Haiti e Chile, chegou a vez da equipe do Random Hacks of Kindness (RHoK) produzir projetos focados nas necessidades de metrópoles brasileiras, como São Paulo.

 

O encontro do último final de semana, no final de semana do Dia do Meio Ambiente, 5 e 6 de junho, já rendeu frutos. Entre as propostas estão sistemas que podem ajudar na indicação de um abrigo para o deslocamento de pessoas afetadas por uma enchente, e até mesmo mobilizar a comunidade na denúncia de depredações e lixos jogados em vias públicas.

 

O RHoK São Paulo 2010 foi a primeira edição do evento no Brasil. Cerca de 30 programadores estiveram reunidos na sede da Fundação Getúlio Vargas (FGV) na capital paulista para discutir soluções para os principais problemas da cidade.

 

Nesta edição brasileira foram formadas cinco equipes que durante os dois dias se debruçaram na condução de projetos para as principais dificuldades da metrópole. Um corpo de jurados avaliou as ideias e o projeto "Shelter me" foi o vencedor.

 

A proposta - que, em português, significa "me abrigue" - tem como objetivo ajudar na localização de um abrigo próximo a um desastre. A pessoa que teve a sua casa invadida pela enchente ou que sofreu deslizamento envia uma mensagem via SMS para um número do "Shelter me" e receberá uma resposta com o endereço de um abrigo próximo.

 

Para torná-lo ativo, o próximo passo será alimentar o banco de dados com as informações de abrigos e, em seguida, tornar acessíveis os contatos do projeto para a população. Além dos abrigos da prefeitura poderão ser cadastrados no site endereços de voluntários. Por exemplo, quem tiver interesse pode cadastrar sua casa ou um imóvel que possa se tornar um abrigo temporário.

 

O segundo colocado foi o projeto Urban Fact, que mobiliza a população a denunciar depredações, pichações e lixo jogado pela cidade. A ideia é tornar esses fatos públicos na rede, e para isso basta fazer um registro em foto ou vídeo e divulgar em redes sociais como o Twitter, com a hashtag #urbanfact ou, em português, #fatorurbano.

 

Para o patrocinador do encontro Wagner Bronze Damiani, presidente da B2 - Business Brain e professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV e da Marriott School of Management da Brigham Young University, que conheceu projetos desenvolvidos pelo grupo em outros países, esta é uma iniciativa louvável. "Acredito que as pessoas podem usar seus talentos para transformar a realidade ao seu redor, e a tecnologia é uma grande ferramenta para isso."

 

Hackatons

A equipe do RHoK surgiu da união de profissionais vindos da Google, Microsoft, Yahoo!, NASA e do Banco Mundial, que se organizaram para criar as "hackathons" – maratonas de codificação de software em finais de semana, reunindo desenvolvedores de todo o mundo para resolver os problemas do mundo real.

 

Os hackathons são competições de codificação (codejams). As soluções vencedoras são selecionadas por um painel no final do evento, e as equipes vencedoras são reconhecidas no site do RHoK.

 

O Random Hacks of Kindness trata de "hacking para a humanidade" - a criação de soluções reais para os desafios globais que podem ser implementadas de fato. Em novembro passado, o Random Hacks of Kindness recebeu a sua primeira hackathon em Mountain View, na Califórnia. Após uma semana de maratona de codificação, um painel de juízes selecionou as melhores soluções para ganhar prêmios. Essas soluções foram posteriormente implementadas após o terremoto devastador no Haiti e no Chile.

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