Há consciência da gravidade dos problemas climáticos, diz Lula

Presidente destaca que países desenvolvidos estão 'dispostos a discutir pontos que antes não discutiam'

Agência Estado,

13 Julho 2009 | 10h28

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira, 13, que existe "uma consciência coletiva de que o problema é grave", ao falar sobre os debates de assuntos climáticos realizados no último encontro do Grupo dos 8 (G8), os sete países mais industrializados do mundo e a Rússia, na semana passada.

 

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De acordo com Lula, houve avanço no tópico, uma vez que os países desenvolvidos "estão dispostos a discutir pontos que antes não discutiam". No programa semanal de rádio Café com o Presidente, ele ressaltou a importância de a Organização das Nações Unidas (ONU) preparar um parecer que impute responsabilidade a cada nação pela quantidade de emissão de gases de efeito estufa, por exemplo.

 

Lula criticou também a formação de fundos para valorizar o sequestro de carbono. "Os países ricos, que têm dinheiro, vão pagar para os países pobres plantarem mais florestas para fazer sequestro de carbono, enquanto eles vão continuar poluindo. Esse acordo tem de ser de dupla mão", afirmou.

 

Segundo o presidente, o assunto foi debatido no encontro, mas não foi concluído por causa de discordâncias entre países-membros do Grupo dos 5 (G5) e do G8.

 

Lula voltou a defender ainda a concentração, pelo Grupo dos 20 (G20), de países em desenvolvimento, de todos os debates sobre a crise econômica global. Conforme o presidente, o G20 tem "autoridade moral" para isso, uma vez que representa quase 80% da riqueza do mundo.

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