Gustav se aproxima da Louisiana e ameaça Nova Orleans

Cerca de 2 mi abandonam o litoral do Golfo do México; furacão perde força e alcança a categoria 2

Agências internacionais,

01 Setembro 2008 | 07h46

Quase 2 milhões de pessoas deixaram o litoral da Louisiana e mais de 11 milhões de moradores de cinco Estados americanos devem sentir o impacto do furacão Gustav, que deve chegar ao continente, em Nova Orleans, na manhã desta segunda-feira, 1. O furacão perdeu força e entrou na categoria 2, sendo improvável que volte a se fortalecer antes de atingir a costa americana, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos.   Veja também: Confira trajeto do furacão Gustav McCain suspende maioria de atos de convenção Bush e Cheney não irão à convenção republicana   Empresas petrolíferas suspenderam praticamente todas as atividades de produção no Golfo do México, região geralmente responsável por 25% da produção de petróleo dos EUA e por 15% da produção de gás natural do país. Até a noite de domingo, as ruas de Nova Orleans estavam vazias após 95% da população atender aos pedidos desesperados das autoridades para que deixassem a cidade.   Cerca de 1,9 milhão de pessoas deixou as áreas costeiras. Somente 10 mil pessoas teriam ficado na cidade. Policiais e integrantes da Guarda Nacional patrulhavam a cidade vazia durante um toque de recolher imposto para tentar evitar saques. No início da segunda-feira, a tempestade tinha ventos sustentados de 185 quilômetros por hora, o que fazia do Gustav um furacão categoria 3, de acordo com o Centro Nacional de Furacões, mas chegou a 175 quilômetros por hora. Meteorologistas afirmam que o Gustav ainda pode ganhar força, mas não acreditam que a tempestade transforme-se num furacão categoria 4 na escala Saffir-Simpson, que vai até 5.     Em nota distribuída às 10h (hora de Brasília), o Centro Nacional de Furacões dos EUA informou que o furacão situava-se 125 quilômetros ao sul de New Orleans, deslocando-se a 26 quilômetros por hora. A tempestade segue no sentido noroeste e deve permanecer nesse caminho pelo menos um dia, com redução da velocidade de avanço e gradual virada para o oeste-noroeste prevista para terça-feira. Em seu curso atual, a expectativa é que o centro de Gustav atravesse a costa de Louisiana ao meio dia, pelo horário local. O NHC disse que não deverá haver mudança relevante em sua força antes de atingir a costa, devendo se enfraquecer quando já estiver movendo-se pelo continente.   Antes de atingir Cuba, no sábado, o Gustav era um furacão de categoria 4 na escala de medição Saffir-Simpson. Após passar pela ilha, a tormenta reduziu sua intensidade para o grau 3. Até domingo, o Gustav deixou mais de 80 mortos e um rastro de destruição na República Dominicana, Haiti, Jamaica, Ilhas Cayman e Cuba.   O Katrina atingiu categoria 5 antes de chegar a New Orleans em 29 de agosto de 2005. As tempestades causadas pelo furacão foram tão intensas que romperam diques e inundaram grande parte da cidade. Mais de 1,5 mil pessoas morreram. Os gastos causados pela devastação foram estimados em US$ 80 bilhões, tornando o Katrina o desastre natural mais caro da história dos EUA.   No domingo, o presidente americano, George W. Bush, afirmou que ele e o vice-presidente Dick Cheney não participarão da Convenção Nacional Republicana - marcada para começar nesta segunda em St. Paul, Minnesota - por causa do furacão. O secretário de Segurança Interna dos EUA, Michael Chertoff, viajaria no domingo para a região em risco.   Matéria atualizada às 10h30.

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