EFE/Greenpeace
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Greenpeace usa 'iceberg' para mostrar urgência de acordo em Cancún

Grupo pede por medidas concretas e objetivas durante Conferência sobre Mudança Climática em Tianjin

Efe

07 Outubro 2010 | 09h43

PEQUIM - A organização ecologista Greenpeace colocou nesta quinta-feira, 07, um iceberg na entrada do centro de convenções que abriga a Conferência sobre Mudança Climática da ONU em Tianjin (norte da China), a fim de manifestar a urgência para que os governos cheguem a acordo sobre próxima cúpula em Cancún (México).

 

Na frente do iceberg de papelão, de quatro metros de altura, os voluntários da organização chinesa desfraldaram uma bandeira onde se lia "SOS Clima", pedindo aos países participantes das negociações para tomar medidas construtivas para ajudar a restabelecer a confiança após o fracasso da Cúpula de Copenhague no ano passado.

 

A situação global pede urgência, pois "nos últimos anos temos visto um fluxo contínuo de temperaturas recordes, e a última década foi a mais quente da história", disse Li Yan, do grupo de Clima e Energia do Greenpeace da China citado em um comunicado divulgado pela ONG.

 

Li lembrou que as geleiras em várias partes do mundo, inclusive no Himalaia estão derretendo em um ritmo sem precedentes.

 

Se o aumento da temperatura global continuar, em média, dois graus centígrados, "pode levar a um desastre mundial, afetando milhões de pessoas", acrescentou o representante do Greenpeace.

 

A ONG sublinhou na sua afirmação que este ano viu um dos mais espetaculares desprendimento de uma geleira, a de Petermann, na ilha dinamarquesa da Groenlândia, com uma área de 275 quilômetros quadrados.

 

Os governos "devem perceber a urgência causada por este risco e tomar as medidas concretas para combater a mudança climática", disse Li.

 

Três mil delegados de 194 países estão reunidos esta semana em Tianjin para concluir pré-negociações para a Cúpula sobre Mudança Climática de Cancún, no México.

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