Greenpeace quer proibir desmatamento com lei popular

ONG tentará recolher 1,4 milhão de assinaturas para propor lei ao Congresso

Giovana Girardi - ESPECIAL PARA O ESTADO,

23 Março 2012 | 00h32

MANAUS - O Greenpeace lançou  nesta quinta-feira em Manaus, a bordo do seu novo navio, Rainbow Warrior 3, a campanha para a criação de uma lei de desmatamento zero no Brasil. O objetivo é juntar 1,4 milhão de assinaturas para propor uma lei de iniciativa popular ao Congresso, a exemplo da Ficha Limpa. "Há um divórcio entre o que a opinião pública quer e o que os seus representantes estão fazendo", diz Paulo Adario, diretor da campanha Amazônia da ONG.

O projeto desenhado pelo Greenpeace traz cinco artigos. O primeiro institui o desmatamento zero, "com a proibição da supressão de florestas nativas em todo o território nacional". Mas há exceções. Imóveis rurais de agricultura familiar teriam cinco anos, a partir da data da aprovação da lei, para se adequar. Nesse período, os governos deveriam dar incentivo para essas famílias. A lei também não se aplicaria a questões de segurança nacional, defesa civil, pesquisa, planos de manejo florestal, atividades de interesse social, atividade pública específica e de baixo impacto a serem definidas pelo Executivo. A campanha para colher as assinaturas será feita no próprio navio.

O diretor executivo da Rio+20, Brice Laloude, clamou para que o mundo pense como se não tivesse fronteiras durante a conferência. "Temos de pensar no mundo como um só país."

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