Greenpeace quer demissão de assessor de Angela Merkel

Assessor do meio ambiente alemão, Josefsson é acusado de estimular a construção de térmicas de carvão

Efe,

12 de novembro de 2007 | 10h23

Cerca de 40 ativistas do Greenpeace bloquearam na manhã desta segunda-feira, 12, a rua de acesso à Chancelaria federal da Alemanha. O bloqueio foi feito com sacos de areia e os manifestantes exigem a demissão de Lars Goran Josefsson, presidente da companhia elétrica Vattenfall, como assessor do meio ambiente do Governo.     Os manifestantes utilizaram centenas de sacos de areia para formar uma barreira de cerca de 20 metros de comprimento e um metro de altura com a qual simbolizaram um dique de contenção da alta das águas devido ao aquecimento da terra e o degelo dos pólos pela mudança climática. "Senhora chanceler, separe-se dos falsos assessores. A proteção do clima não é possível com o uso do carvão", assinalava um cartaz diante da sede do Governo de Angela Merkel.   O Greenpeace acusa Josefsson de estimular o uso e construção de centrais térmicas de carvão, sobretudo no leste da Alemanha, fonte energética que a organização ambientalista considera devastadora para o clima.   A organização ambientalista assegura que o grupo energético Vattenfall é um dos maiores emissores de dióxido de carbono da Alemanha, que tem intenção de investir nos próximos anos 3,5 bilhões de euros na construção de centrais térmicas de carvão.

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