Greenpeace pede que Lula 'salve o planeta' e assuma metas

Entidade realizou protesto em frente ao Itamaraty e entregou petições ao Ministério de Relações Exteriores

estadao.com.br,

27 Outubro 2009 | 12h17

Manifestantes em frente ao Itamaraty, em Brasília. Foto: Ed Ferreira/AE 

 

BRASÍLIA - Membros da organização ambiental Greenpeace realizaram nesta terça-feira, 27, em frente ao Itamaraty, em Brasília, um protesto para que o Brasil assuma metas contra o aquecimento global.

 

Os manifestantes levavam cartazes que diziam "Lula, não estamos pedindo muito" e "É só salvar o planeta". Um representante da entidade entregou petições assinadas por 77 mil pessoas ao ministério das Relações Exteriores para que o governo assuma metas contra o aumento da temperatura no planeta antes da 15ª Conferência Climática da ONU, que ocorrerá no início de dezembro em Copenhague, na Dinamarca.

 

Varal com petições de todos os Estados brasileiros. Foto: Ed Ferreira/AE

 

Rejeição

 

Ambientalistas receberam mal a informação de que o governo federal pretende adiar o prazo para que os produtores com áreas desmatadas regularizem sua situação ambiental. Para eles, ao dar mais tempo, o governo perde a credibilidade - os proprietários ficam com a ideia de que o prazo sempre será prorrogado. Além disso, acreditam que a questão ficará mais delicada se for tratada em 2010, pois coincidirá com o período de campanha eleitoral.

 

De acordo com o decreto 6.686/2008, os proprietários teriam de começar a cumprir as exigências ambientais em 11 de dezembro. Porém, o governo deve colocar uma nova data, 11 de junho, para os proprietários rurais apresentarem seus planos de cumprimento da legislação que determina a recomposição das áreas de preservação (80% de reserva legal na Amazônia, 35% do Cerrado na Amazônia Legal e 20% no restante do País). Os seis meses de adiamento valem para quem já foi notificado. Os que ainda não foram terão três anos para mostrar seus estudos de recomposição da vegetação.

 

"É só salvar o planeta" e "Lula, não estamos pedindo muito", diziam os cartazes. Foto: Ed Ferreira/AE

 

Segundo Adalberto Veríssimo, pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), o governo comete um grande equívoco ao postergar a data para regularização. "Houve um boicote generalizado desde o início. Os proprietários diziam que não adiantaria correr para regularizar porque o governo mudaria a data", afirmou.

 

Para Nilo D'Ávila, coordenador de políticas públicas do Greenpeace, outro problema no adiamento é que a data coincidirá com a campanha eleitoral. "É o tipo de movimento de quem não quer resolver a situação. A questão será jogada para o calor do período, e, na busca por votos, o candidato do governo pode influenciar o tema", disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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