Greenpeace fará protesto contra exploração de petróleo em águas profundas

Barco Esperanza, que sai nesta quinta (12) de Londres, pode ter Brasil como destino

EFE

12 de agosto de 2010 | 15h52

Um barco do Greenpeace sairá nesta quinta (12) de Londres para protestar contra a atividade de plataformas petrolíferas em águas profundas, sendo o Brasil um possível destino, no que a organização ambientalista define como uma atividade altamente arriscada para o meio ambiente.

   

A organização não informou qual região será a escolhida para ser o destino de seu barco Esperanza, para manter o elemento de surpresa e não dar tempo de as empresas exploradoras minimizarem o efeito de seu protesto.

   

Os possíveis destinos são regiões de exploração em águas profundas no Brasil, no Ártico, na Nigéria e no Atlântico Norte.

   

O objetivo da viagem do barco Esperanza é chamar a atenção sobre uma prática altamente perigosa, "muito além" do desastre ecológico nas águas do Golfo do México depois do acidente envolvendo a plataforma Deepwater Horizon, operada pela BP, segundo a organização.

   

O Greenpeace qualificou de "irresponsáveis" os projetos das petrolíferas e exigiu uma moratória internacional à exploração em águas profundas para evitar desastres como o do Golfo do México.

   

A ativista Leila Deen, que viaja no Esperanza, disse que o mundo deve abandonar sua dependência de petróleo e pediu estímulos às tecnologias limpas de produção de energia para fazer frente à mudança climática e criar postos de trabalho.

   

"O problema vai muito além do desastre no Golfo do México. (...) O negócio do petróleo no século XXI é algo desesperado, sujo e inacreditavelmente perigoso", declarou Leila.

   

Outro barco do Greenpeace, o "Arctic Sunrise", também deve empreender hoje uma expedição científica de três meses de duração para examinar o impacto na vida marinha do vazamento causado pela plataforma Deepwater Horizon no Golfo do México.

 

 

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