Greenpeace critica aplicação de plano contra desmatamento

Relatório divulgado pela ONG indica que apenas 30% das ações em 2004 previstas foram cumpridas

06 de março de 2008 | 14h10

O Greenpeace divulgou, durante entrevista coletiva em São Paulo, análise do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, lançado pelo governo Lula em março de 2004. O plano envolve 13 ministérios, sob coordenação da Casa Civil.    Números do desmatamento  Íntegra do relatório   O relatório do Greenpeace, que tem como título "O leão acordou", indica que, das 32 ações estratégicas, 10 (31%) foram quase ou integralmente cumpridas, 11 (34%) foram parcialmente realizadas e 11 (34%) não foram cumpridas ou foram incipientes. Das 10 atividades cumpridas, apenas três foram executadas nos prazos previstos.   A Casa Civil informa que não se manifestará sobre o relatório.   O pior desempenho registrado no relatório foi observado nas ações de fomento às atividades sustentáveis.   De acordo com o relatório, contribuiu para o aumento do desmatamento a transferência da responsabilidade por monitorar e autorizar o licenciamento de propriedades rurais, a exploração de madeira e desmatamentos para os Estados amazônicos, que na visão da ONG estariam desaparelhados para a tarefa.   O Greenpeace elogia, no entanto, o monitoramento do desmatamento. O desenvolvimento do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter) pelo Inpe e a distribuição de imagens dos satélites a organizações da sociedade civil permitiu que ONGs e instituições de pesquisas pudessem ajudar o governo a detectar e analisar os problemas e as causas do desmatamento, diz nota divulgada pela organização.   Ampliada às 18h44

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