Greenpeace acusa Lula de duplicidade na política ambiental

Para diretor de ONG, Brasil faz boa imagem internacional, mas 'prática não corresponde com discurso'

Efe

29 Dezembro 2009 | 14h30

O diretor do Greenpeace Brasil, Sérgio Leitão, acusou nesta terça-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter um duplo padrão em questões ambientais, de acordo com declarações publicadas pela imprensa. Para ele, o Brasil "geralmente assume um bom discurso no palco internacional, como aconteceu na Dinamarca ", durante a Conferência do Clima, em Copenhague, mas "infelizmente, a prática não corresponde

com o discurso ". 

 

O líder ambiental estava se referindo a intenção declarada pelo governo Lula de introduzir três vetos na nova lei da Política Nacional sobre Mudanças Climáticas, incluindo a que estabelece um compromisso "de abandonar paulatinamente" o uso de combustíveis fósseis. 

 

Do texto, cuja publicação foi anunciada esta semana pelo Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, também será excluída a proibição de conceder financiamento público a projetos de grandes hidrelétricas. Além disso, o executivo se atribui a capacidade de reter e parar de gastar parte do orçamento destinado ao combate

alterações climáticas. 

 

Leitão disse que, com as alterações introduzidas pelo Governo, cumprimento da nova lei será "voluntário". "É mais uma bobagem para o velho festival de besteira que assola o país", disse o representante do Greenpeace.

 

A lei estabelece a meta de redução de emissões entre 36,1% e 38,9% até 2020, com base nos níveis de 1990, o principal compromisso assumido pelo Brasil na última Cúpula do Clima, em Copenhague, que terminou no dia 17 de dezembro. 

 

Para definir a forma de atingir esses objetivos, a partir de janeiro, o governo vai promover reuniões com os acadêmicos e empresários de áreas como construção, mineração, agricultura, indústria de bens de consumo e transportes públicos.

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