Grã-Bretanha: a nova arca de Noé?

Cientista defende que ilhas britânicas sirvam de refúgio para espécies ameaçadas pelas mudanças climáticas

30 de março de 2011 | 18h21

De acordo com matéria publicada pelo jornal The Independent, uma nova pesquisa aponta que as ilhas britânicas poderiam se tornar uma vasta arca dedicada à biodiversidade - ou ARC, sigla em ingês para área de colonização assistida regional. São locais onde espécies da flora e da fauna ameaçadas pelas mudanças climáticas podem iniciar uma nova vida.

O lince ibérico, a águia imperial espanhola, borboleta de anelzinho de Prunner e outras estão entre as espécies potencialmente cotadas para se mudar para a Grã-Bretanha em regime de urgência. Segundo os pesquisadores, as ilhas estão idealmente posicionadas para se tornar um ARC.

"Há urgência nessas ações e precisamos desenvolver uma longa "lista de compras" das espécies que poderiam ser transferidas para lá, monitorando-as para que ações sejam tomadas quando necessário. Esse tipo de deslocamento á a única opção realista de onservação para espécies que não têm como escapar das ameaças climáticas", afirma o biólogo Chris Thomas, da Univerisdade de York.

Segundo a matéria, tais deslocamentos foram realizados em pequena escala, por razões de conservação, e muitas foram bem sucedidas. Cientistas da Nova Zelândia e Austrália, países que perderam boa parte de sua biodiversidade devido à introdução de espécies exóticas - têm desenvolvido uma estratégia exitosa de criação de espécies ameaçadas de extinção em ilhas onde os predadores, como os ratos, não estão presentes.

"A Inglaterra contém poucas espécies nativas, tem a sua vegetação fortemente modificada pelo homem e parece quase imune à extinção por espécies introduzidas; portanto, representa um destino ideal para as espécies deslocadas pela mudança climática.'', acrescenta Thomas.

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