Governo já investiu R$ 30 milhões na prevenção de incêndios florestais, diz ministra

Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, lamenta condições climáticas e critica prática da queimada no País

Agência Brasil

27 de agosto de 2010 | 14h43

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse nesta sexta (27) que o governo investiu R$ 30 milhões na prevenção de incêndios florestais, mas reconheceu que a estrutura de combate ao fogo pode ser insuficiente por causa das condições climáticas e do grande número de queimadas ilegais feitas principalmente por agricultores.

 

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registra hoje em todo o País 3.208 focos de queimadas. De 1° a 27 de agosto deste ano, o Inpe somou 41.636 focos, crescimento de 135% em relação ao mesmo período de 2009.

 

“Lamentavelmente, além da condição climática complicada, há a prática de provocar queimadas. Nenhum analista que trabalha em unidade de conservação põe fogo. O fogo vem de fora. Gastamos R$ 30 milhões em prevenção, temos brigadas, temos profissionais, temos equipamento”, disse Izabella, que participou da solenidade em comemoração ao aniversário de 3 anos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Na ocasião também foi lançado o plano de revitalização do Parque Nacional de Brasília.

 

A ministra disse que, além de brigadistas, o combate ao fogo está sendo feito com apoio da Polícia Federal, do Exército e da Força Nacional de Segurança, mas que a sociedade precisa colaborar com os esforços das autoridades ambientais. “A responsabilidade também é do cidadão. Gastamos milhões com prevenção e as pessoas continuam queimando. Os que conseguirmos identificar, serão responsabilizados.”

 

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela gestão de unidades de conservação, Rômulo Mello, disse que o órgão “está fazendo todo o trabalho possível” para combater o fogo em áreas protegidas. Segundo Mello, mais de 15 aeronaves estão atuando no combate aos incêndios. Até ontem, o Inpe registrava focos de incêndio em 153 unidades de conservação.

 

 

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