Governo italiano crê que acordo sobre clima sairá só em 2010

Ministro do Meio Ambiente diz que não haverá chance de chegar a um consenso na cúpula de Copenhague

ANSA,

02 Dezembro 2009 | 16h54

O diretor-geral do Ministério do Meio Ambiente da Itália, Corrado Clini, admitiu nesta quarta-feira, 2, que um acordo concreto de combate à mudança climática poderá ser alcançado apenas na conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o tema que ocorrerá no México em 2010.

 

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Segundo ele, é preciso trabalhar nos próximos 12 meses para chegar ao consenso, já que isto, em sua opinião, não será possível na cúpula deste ano, a COP 15, que será realizada em Copenhague, na Dinamarca, entre os dias 7 e 18 de dezembro.

 

"Na COP 15 não haverá as condições para um acordo", ponderou o funcionário durante o lançamento de seu livro "Idea di Natura", em Roma. Para Clini, "o problema é o que se fará com a declaração política" do encontro de Copenhague.

 

"Se concordarmos, deveremos trabalhar nestes 12 meses para alcançar talvez um acordo para a COP 16, na Cidade do México", estimou o diretor-geral do ministério italiano. "As expectativas sobre Copenhague eram desproporcionais em relação às possibilidades. A UE [União Europeia] se confundiu, havia imaginado que o mundo viria atrás dela. Em vez disso, [o mundo] está seguindo outra direção", opinou.

 

Clini também comentou o anúncio feito pela China de reduzir suas emissões de CO2, gás que causa o efeito estufa, entre 40% e 45% para cada unidade do Produto Interno Bruto (PIB) até 2020, em comparação aos níveis de 2005. "A China não corta as próprias emissões, mas reduz o crescimento, em vez de 55% ou 60% nos próximos 15 anos, será de entre 35% e 40%", avaliou.

 

Ele também fez menção à postura passiva dos países em desenvolvimento. "Não há nenhuma contraproposta das nações emergentes" ao esboço da declaração final sobre o clima . "Há só uma posição forte de Índia e China", disse.

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