jason Reed/Reuters
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Governo está no comando, não a BP, diz Obama em coletiva

Presidente condenou ligação 'escandalosa' de empresas com funcionários públicos

Associated Press

27 Maio 2010 | 14h18

O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que seu governo está no controle da resposta ao vazamento de petróleo no Golfo do México, e não a empresa British Petroleum (BP). Obama disse que usará toda a força do governo federal para proteger os cidadãos e que a BP terá de reembolsar todas as perdas.

 

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  Ele vai visitar a costa do Golfo nesta sexta-feira, sua segunda passagem pela área desde a tragédia do dia 20 de abril, quando a explosão de uma plataforma de exploração administrada pela BP matou 11 pessoas e iniciou o derramamento de óleo a partir de um poço a 1,5 km de profundidade.

 

Obama disse que todas as medidas adotadas pela BP para controlar a catástrofe têm de ser aprovadas previamente pelo governo, e que sua administração fará tudo o que for necessário para proteger e restaurar a costa do Golfo depois desse "desastre sem precedentes".

 

O vazamento de petróleo no Golfo do México superou o desastre do petroleiro Exxon Valdez como o pior derramamento de óleo no mar da história dos Estados Unidos.

 

 

A Guarda Costeira disse que o método tentado ontem para deter o vazamento parece estar funcionando, enquanto cientistas alertam  que uma segunda mancha de petróleo foi avistada no mar.

 

 

"O povo americano deve saber que, desde o momento em que esse desastre começou, o governo federal tem estado no comando do esforço de reação", declarou o presidente.

 

 

Ele disse que os críticos a ação do governo não perceberam que "esta tem sido nossa maior prioridade", e condenou os laços "escandalosos" entre as empresas do setor de petróleo e os funcionários públicos encarregados de fiscalizá-las. Pouco antes da entrevista, a diretora do Serviço de Gerenciamento de Minerais, Elizabeth Birnbaum, demitiu-se.

 

O departamento de Birnbaum se viu sob duras críticas de ambos os partidos do Congresso americano pela supervisão negligente das perfurações e pelo relacionamento excessivamente amigável com empresas do setor.

 

Um relatório divulgado no início da semana revela que, entre 2000 e 2008, funcionários da agência aceitaram ingressos para eventos esportivos, almoços e outros presentes de empresas de petróleo e gás, e usaram computadores do governo para assistir a pornografia. Birnbaum administrava a área desde julho de 2009.

 

Obama anunciou uma série de medidas para lidar com as consequências do derramamento, incluindo uma prorrogação por seis meses na moratória para a concessão de novas autorizações de perfuração.

 

Ele também disse que está suspensa a perfuração de prospecção na costa dos Estados do Alasca e Virginia, e em 33 poços que estão sendo perfurados no Golfo do México.

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