Patrick Semansky/AP
Patrick Semansky/AP

Governo dos EUA oferece apoio militar para controlar vazamento de petróleo

Mancha de óleo da plataforma afundada pode chegar ao litoral da Louisiana nesta sexta-feira

Efe

29 Abril 2010 | 11h38

A empresa British Petroleum (BP) aceitou nesta quinta-feira, 29, uma oferta de apoio militar do Governo dos Estados Unidos para controlar o vazamento de petróleo no Golfo do México, que lança diariamente o equivalente a cinco mil barris (795 mil litros) no mar.

 

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Dough Suttles, chefe de operações da BP, disse que a empresa britânica aceitaria qualquer ajuda para controlar o vazamento que começou no dia 20 de abril, quando uma explosão e um incêndio destruíram uma plataforma de prospecção. Na plataforma, da empresa Transocean, havia 126 pessoas trabalhando. Depois do acidente 11 trabalhadores ficaram desaparecidos.

 

Em sua apresentação no programa Today, da rede de televisão "NBC", Suttles não especificou que tipo de ajuda as Forças Armadas poderiam prestar.

 

A contra-almirante da Guarda Litorânea, Mary Landry, disse que a secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, tinha informado da situação ao presidente dos Estados Unidos do Barack Obama, e que o Departamento de Defesa poderia fornecer equipamento e pessoal para conter a mancha de petróleo que ameaça o ecossistema no litoral da Louisiana e Mississipi.

 

Por sua vez, a Direção Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA na sigla em inglês), calculou que vazam cinco mil barris (795 mil litros) diários de petróleo, isto é quase cinco vezes mais que o calculado anteriormente.

 

Além disso, o jornal The Times-Picayune, de Nova Orleans, informou hoje que os funcionários da BP descobriram um novo vazamento de petróleo nos encanamentos retorcidos que se romperam quando a plataforma Deepwater Horizon afundou no Golfo do México.

 

Os ventos mudaram de direção para o sudeste ontem e os técnicos calculam que as bordas exteriores da mancha de petróleo cru poderia chegar ao litoral da Louisiana amanhã pela tarde.

 

As previsões meteorológicos indicam ventos continuados do sudeste durante o fim de semana e marés altas. Tudo contribuiria para que o vazamento de petróleo se aproximasse em poucos dias do delta do Rio Mississipi, um habitat muito variado e frágil.

 

Nesta quarta-feira as autoridades fizeram os primeiros incêndios controlados de petróleo perto do lugar onde estava a plataforma, em uma tentativa por reduzir o volume de óleo que possa chegar a costa dos EUA.

 

O The Wall Street Journal informou nesta quinta-feira que o poço de prospecção que agora derrama cru no Golfo do México carecia do sistema de obturação por controle remoto requerem por outros importantes países petroleiros, como o Brasil e a Noruega.

 

Segundo o jornal, a plataforma não contava com um chamado comutador acústico com o qual a tripulação possa ativar uma válvula submarina que fecharia o poço.

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