Governo do RJ nega que rio da Baía de Guanabara tenha mancha de óleo denunciada por biólogo

Agentes do instituto estiverem no local na tarde de terça-feira para apurar a denúncia

Agência Brasil

27 Julho 2011 | 13h32

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) negou a ocorrência de uma mancha de óleo no Rio Guaxindiba, localizado no Recôncavo da Baía de Guanabara. A mancha estaria em um trecho da Área de Proteção Ambiental (APA) federal de Guapimirim, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Agentes do instituto estiverem no local, na tarde desta terça-feira (26), para apurar a denúncia feita pelo biólogo Mario Moscatelli.

Moscatelli disse que a mancha de óleo apareceu no último fim de semana e que tinha 2 quilômetros de extensão. Segundo ele, a mancha foi vista durante um voo sobre o rio. Depois que os agentes do Inea afirmaram não terem constatado ocorrência de mancha no rio, o biólogo disse que, devido ao tempo decorrido do final de semana até hoje, a mancha pode ter se dissipado.

“É claro que o óleo sempre preocupa, mas a minha maior preocupação é o aporte, a chegada constante de um gigantesco volume de esgoto e lixo proveniente dos municípios de São Gonçalo e Itaboraí. Há dois anos tenho monitorado a situação gravíssima do Rio Guaxindiba”, disse Moscatelli.

O biólogo conta que observou pontos de lançamento de esgoto e armazenamento de lixo no rio, que está localizado na maior área de manguezal do estado. Para ele, os problemas ambientais na região são consequência da instalação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) no município de Itaboraí, região metropolitana do estado. Outras causas são a ocupação urbana desordenada e falta de infraestrutura sanitária para tratar os detritos.

Moscatelli encaminhou representação ao Ministério Público Federal pedindo uma solução para o problema na área e, segundo ele, sua causa tem o apoio de parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio. O biólogo considera inaceitável gastar R$1 bilhão para despoluir a Baía de Guanabara e, depois, lançar esgoto nela.

Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a presidente do Inea, Marilene Ramos, irá pronunciar-se quando houver um resultado das amostras de água coletadas para investigar o problema denunciado pelo biólogo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.