REUTERS/Ricardo Moraes
REUTERS/Ricardo Moraes

Governo do Pará troca chefe de investigação sobre brigadistas

Caso ficará a cargo da Delegacia Especializada em Meio Ambiente; prisão preventiva foi questionada por ONGs nacionais e internacionais

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2019 | 15h46

BELÉM - O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), determinou a troca da chefia da investigação sobre o caso dos brigadistas e ONGs suspeitos de serem responsáveis por incêndios na Amazônia. A defesa dos detidos e entidades nacionais e internacionais acusam a Polícia Civil de falta de provas e arbitrariedade no pedido de prisão preventiva. Já os investigadores alegam que grampos telefônicos levantam suspeitas sobre a participação dos brigadistas nas queimadas, mas não apresenta perícias, testemunhas ou imagens que evidenciem essa ligação. 

A presidência do inquérito, que estava a cargo da Polícia Civil de Santarém, agora terá o comando do diretor da Delegacia Especializada em Meio Ambiente, Waldir Freire. De acordo com Barbalho, a mudança é "para que tudo seja esclarecido da forma mais rápida e transparente possível". O governador disse ainda que "ninguém está acima da lei, mas também ninguém pode ser condenado antes de esclarecer os fatos".

Nessa quarta, 27, a prisão dos quatro brigadistas foi mantida após audiência de custódia. A defesa dos suspeitos recorreu a um habeas corpus para pedir a liberação do grupo. 

MPF pede acesso a inquérito

O Ministério Público Federal (MPF) em Santarém informou ter enviado ofício à Polícia Civil do Pará requisitando acesso integral ao inquérito que acusa brigadistas por incêndios florestais em área de proteção ambiental em Alter do Chão. Uma apuração do órgão sobre o mesmo assunto estava em curso desde setembro. 

"Na investigação federal, nenhum elemento apontava para a participação de brigadistas ou organizações da sociedade civil. Ao contrário, a linha das investigações federais, que vem sendo seguida desde 2015, aponta para o assédio de grileiros, ocupação desordenada e para a especulação imobiliária como causas da degradação ambiental em Alter", informou o MPF, em nota. 

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