Adriano Machado/ Reuters
Adriano Machado/ Reuters

Governo deve liberar R$ 28 mi para combater incêndios na Amazônia

Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, se comprometeu a descontingenciar esses valores, que estão sendo aguardados

Breno Pires, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2019 | 13h07

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, afirmou em coletiva de imprensa que o governo deve liberar até R$ 28 milhões como medida emergencial para apoio ao combate às queimadas na região amazônica

O Ministério da Defesa tem previsto na Lei Orçamentária Anual aprovada no Congresso para este ano R$ 28 milhões para emprego em Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Azevedo e Silva disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, se comprometeu a descontingenciar esses valores, que estão sendo aguardados.

“Lógico que são recursos emergenciais que duram pouco tempo. Eu fui responsável pela intervenção no Rio de Janeiro na Maré. Era mais ou menos R$ 1 milhão por dia. O descontingenciamento está combinado com o ministro da Economia. Mas estou numa fase que só acredito quando abrir o cofre e ver”, disse.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que "há um saldo no Fundo Amazônia de mais de R$ 1 bilhão que vem sendo utilizados inclusive no combate a incêndio". Ele não esclareceu se haveria destinação específica para reforçar o combate no momento.

Salles também colocou dúvidas sobre a possibilidade de utilização de parte R$ 2,5 bilhões criado em um acordo entre a Petrobrás, a Força Tarefa da Lava Jato e as autoridades dos Estados Unidos. O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes solicitou ontem a posição do governo e da Procuradoria-Geral da República de utilização de R$ 1 bilhão na crise das queimadas, proposta encaminhada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

"A destinação desse recurso do acordo foi delimitada quando da celebração com as autoridades americanas para qual local seria destinado, portanto a mudança dessa destinação exigiria a repactuação. Por isso o melhor caminho é o indicado pelo ministro da Defesa", disse Salles, enfatizando o desbloqueio aguardado.

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