Marty Melville/AFP
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Governo da Nova Zelândia deve declarar emergência climática

A gestão da primeira-ministra Jacinda Ardern afirmou que apresentará uma moção na próxima quarta-feira como medida simbólica para aumentar a pressão pelo combate ao aquecimento global

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2020 | 03h30

WELLINGTON - O governo da primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, deve declarar uma emergência climática em uma medida simbólica para aumentar a pressão pelo combate ao aquecimento global.

Enquanto o parlamento se reunia novamente após uma eleição geral vencida pelo partido de Ardern, o governo disse que apresentará uma moção para declarar a emergência na próxima quarta-feira.

"Sempre consideramos as mudanças climáticas uma grande ameaça para nossa região e é algo que devemos tomar medidas imediatas", disse Ardern, de acordo com a emissora estatal TVNZ. “Infelizmente, não fomos capazes de apresentar uma moção em torno de uma emergência climática no parlamento no último mandato, mas agora podemos”.

Ardern voltou ao poder no mês passado com a maior vitória eleitoral de seu Partido Trabalhista de centro-esquerda em meio século, quando os eleitores a recompensaram por uma resposta decisiva ao novo coronavírus.

A vitória retumbante permite que o partido de Ardern governe sozinho, embora ela tenha juntado forças com o Partido Verde para o próximo mandato de três anos.

Os membros do parlamento recém-eleitos prestaram juramento na terça-feira e retomaram o trabalho na quarta-feira no parlamento mais diverso da história da Nova Zelândia. Há diversidade de cor, gênero e orientação sexual

Em seu último mandato, o governo de Ardern aprovou uma Lei de Carbono Zero, que estabelece a estrutura para zera as emissões líquidas até 2050, com apoio de todos os partidos no parlamento.

Se uma emergência climática for aprovada, a Nova Zelândia se juntará a países como Canadá, França e Grã-Bretanha que tomaram o mesmo curso para concentrar esforços no combate às mudanças climáticas.

Na semana passada, legisladores japoneses declararam uma emergência climática e se comprometeram com um cronograma firme para zerar as emissões líquidas.

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