Elza Fiuza/AE
Elza Fiuza/AE

Governo anuncia agenda positiva para o meio ambiente

Ministério leva pacote de medidas ambientais para Copenhague e tentará pressionar demais países

Lisandra Paraguassú, de O Estado de S. Paulo

09 Dezembro 2009 | 11h28

O governo federal escolheu a última semana antes do embarque para a conferência do clima para anunciar uma série de medidas ambientais. A agenda positiva será mais um trunfo do Brasil para tentar pressionar os demais países por ações efetivas, em um encontro que já parece mais marcado por divergências do que por boa vontade.

 

“Não deitaremos na rede com a redução de desmatamento que obtivemos e vamos cobrar muito daqueles que são responsáveis pelo aquecimento global. O que estamos fazendo aqui é dar o ‘cumpra-se’ das determinações que assumimos para cumprir nossa meta”, afirmou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, em cerimônia nesta terça-feira, 8, para anunciar o programa de redução de queimadas. Esse foi o primeiro de três eventos marcados para esta semana.

 

A proposta é reduzir em 25% a área dos incêndios entre 2009 e 2010 e em 75% até 2013. As queimadas representam de 50% a 70% do CO2 emitido no País.

 

Veja também:

linkBNDES libera R$ 70,3 mi para projetos na região amazônica

linkReunião de Copenhague discute 'fundo verde'

especialGlossário sobre o aquecimento global

especialO mundo mais quente: mudanças geográficas devido ao aquecimento

especialEntenda as negociações do novo acordo   

especialRumo à economia de baixo carbono  

 

Hoje, o País tem apenas 2,8 mil brigadistas contratados pelo Ibama e pelo Instituto Chico Mendes para proteger as reservas ambientais. O plano pretende contratar mais 2,5 mil nos municípios que não têm unidades dos bombeiros. Além disso, o governo federal vai equipar as unidades estaduais com aeronaves, lanchas e viaturas para a criação de unidades específicas de socorro florestal. A previsão é investir R$ 20 milhões até 2011. “Hoje existem muitas ações independentes. O que precisamos é de uma ação que não seja pulverizada e casual, mas organizada”, disse Minc.

 

O segundo ato será nesta quarta-feira, em cerimônia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Será sancionada a criação do Fundo Clima, que usará recursos dos royalties do petróleo para ações de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Segundo o MMA, ficará disponível, todos os anos, R$ 1 bilhão.

 

No fim da semana, Lula assina o Mais Ambiente, um pacote de medidas de apoio tecnológico e financeiro a agricultores que quiserem regularizar sua situação fundiária e ambiental.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.