Governadores pedem ajuda de países ricos para Amazônia

Blairo Maggi (MT), Ana Júlia Carepa (PA) e Eduardo Braga (AM) apresentaram conta de R$ 7,5 bi/ano nos EUA

Warner Bento Filho, especial para O Estado,

21 Novembro 2008 | 19h02

Os governos de estados da Amazônia esperam receber de países ricos investimentos da ordem de bilhões de reais para frear o desmatamento ao mesmo tempo que promove a inclusão social da população da região. Eles reconhecem, na prática, que não conseguem cuidar sozinhos da floresta e precisam da ajuda de governos e empresas do mundo desenvolvido.   Leia reportagem completa na edição deste sábado de O Estado de S. Paulo   Este foi o discurso que os governadores Blairo Maggi (Mato Grosso), Ana Júlia Carepa (Pará) e Eduardo Braga (Amazonas) levaram para uma conferência encerrada quarta-feira em Los Angeles para discutir as mudanças climáticas. A Conferência de Governadores sobre Clima Global, promovida pelo governo da Califórnia, reuniu representantes dos Estados Unidos e de países que têm florestas tropicais, além de empresários e representantes da União Européia, Nações Unidas e Banco Mundial, entre outras organizações. Pelas estimativas dos governadores brasileiros, a conta da preservação da floresta em seus Estados é de cerca de R$ 7,5 bilhões ao ano.   A grande esperança dos governadores é que as determinações de corte nas emissões de gases-estufa - como a anunciada durante a campanha eleitoral pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Barak Obama, de 80% até 2050, em relação aos níveis de 1990 - resultem em investimentos na Amazônia, por meio de operações de crédito de carbono. Para isso, pretendem incluir o mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento (RED) no mercado de carbono. A negociação começa no próximo mês, em reunião da Convenção do Clima das Nações Unidas em Poznan, Polônia.

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