Geração híbrida
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Geração híbrida

Complementaridade de fontes é uma aposta segura

Estadão Blue Studio, O Estado de S.Paulo
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10 de junho de 2021 | 11h30

Com várias opções sobre a mesa dos planejadores energéticos tanto de médio quanto de longo prazo, um caminho que parece sem volta é o da integralização das mais variadas fontes de energia. Claro, quanto mais renovável, melhor.

Fabio Zanfelice, da Votorantim Energia, destacou que a companhia já direcionou seus investimentos majoritariamente na busca pela maior produtividade de seu parque de geração renovável. A complementaridade de fontes é uma das apostas. No fim de maio, por exemplo, os órgãos reguladores nacionais aprovaram o primeiro projeto-piloto em escala comercial no Brasil para fazer a combinação de energia solar e de eólica no Piauí.

O executivo explicou que o recurso eólico da unidade, de 205 MW, é muito mais forte à noite, menos intenso durante o dia, deixando a instalação ociosa no período. “Apresentamos à Aneel e ao ONS um projeto de energia solar, com 68 MW instalados no pico, para que complementasse essa capacidade de geração eólica e otimizasse o uso do sistema de transmissão”, detalhou. A inovação vai trazer benefícios tanto do ponto de vista de redução de custos de manutenção e de operação como de prevenção de investimentos no segmento de transmissão


Hidrogênio verde

Outra opção para o futuro, que está hoje em testes e que pode revolucionar ainda mais o setor elétrico, é o hidrogênio. Segundo o consultor Luiz Barroso, o uso do gás para gerar energia não é novo, mas que a tecnologia tem permitido produzi-lo a partir de fontes menos poluentes. “O ‘pulo do gato’ é que recentemente o avanço tecnológico fez com que o custo do eletrolisador, a maquininha que recebe a energia e produz a molécula do H2, tivesse baixado bastante de preço. O ‘hidrogênio verde’ é o hidrogênio a partir de energias renováveis”, explicou.

Segundo o especialista, como o hidrogênio é um combustível intensivo em energia e muito transversal (pode ter muitas finalidades), começou a ganhar muita tração. “Até porque, mesmo que a gente consiga trabalhar num sistema 100% renovável, descarbone tudo, existem alguns setores, sobretudo industriais, que são difíceis de descarbonizar pela característica do processo. Então o hidrogênio passou a ser o elo perdido nessa transição energética porque consegue entrar para atuar como combustível para descarbonizar setores que são difíceis de serem descarbonizados.”

Segundo Zanfelice, da Votorantim Energia, o hidrogênio é uma frente de estudos para a companhia, mas ainda existe um longo caminho para que seja viável em escala comercial. “O hidrogênio é um produto que terá a mesma evolução tecnológica que houve com os recursos eólicos, com as fontes solares.”

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O ‘hidrogênio verde’ é o hidrogênio a partir de energias renováveis 
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Luiz Barroso, consultor

 

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