Geleiras na China diminuíram 10% em seis anos

Números oficiais mostram que temperaturas médias no Tibete aumentaram 0,32ºC a cada dez anos desde 1961

Efe

07 Janeiro 2010 | 11h51

As geleiras na província ocidental chinesa de Qinghai, onde nasce o Yangtze, o rio mais longo da Ásia, diminuíram em 10% a sua extensão em menos de seis anos, disseram especialistas citados pela agência oficial de notícias da China, Xinhua. 

 

De acordo com cientistas do centro de medição geográfica de Qinghai, as geleiras que alimentam o rio, divididas em três seções e localizadas na montanha Geladandong, ao leste do planalto tibetano, têm hoje uma área de 886 quilômetros quadrados, em comparação com 985 quilômetros quadrados em 2004.

 

A região do Tibete é considerada por especialistas como uma das áreas ecologicamente mais frágeis do mundo e uma das mais afetadas pelas mudanças climáticas. Os números oficiais mostram que as temperaturas médias no Tibete aumentaram 0,32ºC a cada dez anos desde 1961.

 

Especialistas alertam que o aumento das temperaturas no Tibete poderia levar a uma nova era interglacial semelhante à experimentada milênios atrás na região, quando um aumento na radiação solar provocou aquecimento global e o aumento do poder das monções.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.