DIVULGAÇÃO/AP
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Furacões causaram devastação em Cuba

Leonardo Pena ainda não se recuperou da devastação em Viñales, oeste de Cuba, em 2008. Sua casa e produção de tabaco foram destruídas pela passagem de três furacões. O prejuízo do país com eventos climáticos foi brutal. Cuba teve uma perda de 20% do PIB, já afetado pela falta de recursos e pelo embargo econômico dos Estados Unidos.

Jamil Chade, Correspondente de O Estado de S. Paulo

26 Novembro 2009 | 23h16

 

No relatório de 2007 do IPCC, cientistas evitaram declarar que haveria aumento de desastres naturais nas regiões tropicais em virtude do aquecimento global. Mas admitiram que o risco era grande. Especialistas do Pew Center, centro de estudos com sede nos EUA, criticaram o IPCC por excesso de cautela. Entre 1980 e 1990, houve em média 10 tempestades tropicais por ano na América do Norte e Caribe. De 1998 a 2007, a média passou para 15 tempestades, com 8 furacões.

 

“Estamos sendo obrigados a nos adaptar a uma nova realidade”, diz Leonardo. Ele reconstruiu sua casa com materiais mais resistentes. Mas lamenta que nem todos na região tenham conseguido fazer isso. No ano passado, pela primeira vez em 50 anos da revolução, Cuba aceitou a ajuda de potências estrangeiras para lidar com o impacto dos furacões Gustav e Ike. Só dos EUA, recebeu mais de US$ 50 milhões.

 

Na Província de Piñar del Rio, vilarejos inteiros foram destruídos. Parte da população escavou cavernas em morros para se refugiar nas próximas tempestades. J.C.

 

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