Furacão Karl atinge costa do México e perde força

O furacão Karl atingiu nesta sexta-feira a costa mexicana, ameaçando causar inundações e deslizamentos, embora tenha perdido força sobre o continente.

ROBERT CAM, REUTERS

17 de setembro de 2010 | 19h32

Aparentemente, a tempestade poupou as instalações petrolíferas do México, após passar apenas de raspão na baía de Campeche, de onde o país extrai mais de dois terços da sua produção diária de 2,55 milhões de barris.

Não há relatos imediatos de mortos ou feridos, mas dezenas de árvores foram derrubadas na cidade portuária de Veracruz, na parte central do litoral mexicano do lado do Golfo do México.

Karl chegou à costa na manhã de sexta-feira, cerca de 15 quilômetros ao norte de Veracruz, causando ondas até 4,5 metros acima do normal, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA. Não tendo mais o mar como "combustível", o furacão passou da categoria 3 para a 1, com ventos regulares de até 150 quilômetros por hora.

O governo retirou moradores de áreas baixas de Veracruz, cidade com grande importância portuária e turística. Mais de mil pessoas já estão em abrigos, segundo a Defesa Civil local. Autoridades disseram que a única usina nuclear mexicana, na rota do furacão, paralisou suas atividades.

A parte sul do Estado de Veracruz já havia sofrido graves inundações neste ano, e o governador Fidel Herrera alertou para o perigo dos ventos fortes e das águas.

As autoridades mexicanas estão habituadas a retirar pessoas da rota de furacões, e o número de mortes por furacões no México costuma ser baixo.

A estatal petrolífera Pemex disse que paralisou a produção em 14 poços pequenos e retirou pessoal de plataformas no Golfo do México, mas aparentemente a tempestade não causou danos graves. A Pemex não informou se os poços eram de petróleo ou gás.

A tempestade causou fortes chuvas em áreas litorâneas, com ventos suficientemente fortes para dobrar pequenas palmeiras e derrubar postes de luz em Veracruz. Parte da cidade ficou sem energia.

"Que medo, nunca vi nada assim", disse Ester Garza, que passava férias com seus três filhos em Veracruz.

O centro de furações dos EUA disse que a tempestade deve se dissipar ao encontrar as montanhas litorâneas do México.

(Reportagem adicional de Michael O'Boyle e Luis Mena na Cidade do México e Samantha Strangeways, Jane Ross e Katharine Jackson em Bermuda)

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