Furacão Irene deixa Costa Leste dos EUA em alerta

Os Estados Unidos declararam na terça-feira estado de alerta na Costa Leste devido à aproximação do furacão Irene, que atravessa o Caribe e pode chegar no fim de semana ao continente norte-americano.

NEIL HARTNELL, REUTERS

23 Agosto 2011 | 19h31

Trata-se do primeiro furacão da temporada de 2011 no Atlântico, levando vento, chuva e ressaca ao sudeste das Bahamas e às ilhas de Turcos e Caicos.

"Rezo a Deus para que abençoe todos nós", disse o premiê das Bahamas, Hubert Ingraham, ao orientar a população do arquipélago, que fica a sudeste da Flórida, a procurar abrigo.

O Irene é a nona tempestade a receber um nome na intensa temporada de 2011, que vai de junho a novembro. Deve ser também o primeiro furacão a atingir os EUA desde a passagem do Ike na costa do Texas, em 2008.

O sistema perdeu força na terça-feira, quando foi rebaixado à categoria 1 na escala Saffir-Simpson (que vai até 5), mas ele pode se recuperar e chegar até quinta-feira à categoria 3, com ventos superiores a 178 quilômetros por hora, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA.

Embora tenham declarado estado de alerta em toda a Costa Leste, as autoridades dos EUA disseram que é cedo para prever com certeza que ponto do litoral será atingido.

"Teremos um enorme ciclone tropical avançando pela Costa Leste nos próximos cinco a sete dias", disse Bill Read, diretor do centro, a jornalistas.

De acordo com ele, as estimativas preliminares indicam que o Irene atingirá a costa das Carolinas na manhã de sábado, como um furacão da categoria 3 ou superior. Depois disso, a já castigada região de New England pode sofrer chuvas torrenciais, ventos fortes e inundações, e grandes cidades, como Washington e Nova York, podem sofrer parte do impacto, segundo os meteorologistas.

A região ameaçada pelo furacão sofreu na terça-feira um terremoto de magnitude 5,9, causando pânico na população, mas sem registro de danos ou vítimas.

O Irene pode prejudicar a cerimônia, no domingo, da inauguração de um memorial em homenagem a Martin Luther King, líder dos direitos civis nos EUA, que foi construído no National Mall, em Washington. Dezenas de milhares de pessoas, inclusive o presidente Barack Obama, são esperadas no evento.

Os meteorologistas dizem que o furacão não ameaça as instalações de gás e petróleo dos EUA no Golfo do México.

No boletim do centro de furacões dos EUA às 18h (de Brasília), o olho do furacão estava 180 quilômetros a leste da ilha Grande Inagua, no sul das Bahamas, avançando para oeste-noroeste com ventos de até 150 quilômetros por hora. Havia também previsão de ondas de até 4 metros nas Bahamas.

A empresa de cruzeiros Royal Caribbean refez o itinerário de seis navios, evitando as escalas na ilha de Coco Cay, nas Bahamas. A Carnival Cruise Lines também alterou as rotas ou horários de chegada e partida em sete embarcações.

A salina Morton Salt teve de interromper suas operações na Grande Inagua, porque a chuva estraga o sal recolhido do mar. A empresa já havia dado férias coletivas a cem operários neste mês por causa das chuvas excepcionais de julho.

(Reportagem adicional de Manuel Jimenez em Santo Domingo; Jane Sutton e Tom Brown em Miami; Harriet McLeod em Charleston, Carolina do Sul; e Barbara Liston em Orlando)

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