Furacão Irene atinge Nova York e alaga ruas

O furacão Irene atingiu Nova York com fortes ventos chuvas neste domingo, derrubando a energia elétrica e inundando algumas ruas da parte Sul da ilha de Manhattan mesmo após perder um pouco de sua força.

BEN BERKOWITZ E DAN TROTT, REUTERS

28 Agosto 2011 | 13h19

O furacão Irene foi rebaixado neste domingo para tempestade tropical, mas ainda está causando ondas que batem na costa e provocam alagamentos.

Há cerca de 30 centímetros de água nas ruas em South Street Seaport e na região Sul de Manhattan, e a maré aparentemente está subindo, embora tenha ocorrido menor dano do que muitos temiam.

"Não está tão ruim como eles disseram que seria. As ruas estão inundadas, mas não tanto quanto pensei", afirmou John Harris, de 37 anos, que desafiou uma ordem de retirada e permaneceu em casa durante a noite em Rockaways. "Mas vou ficar de olho. Sei como sair se precisar."

Fortes chuvas e ventos forçaram o fechamento de três pontes que levam à península de Rockaways, e mais a leste em Long Island bloqueios de areia feitos para segurar a inundação e proteger o comércio costeiro aparentemente não resistiram.

O Irene causou pelo menos nove mortes na Carolina do Norte, Virgínia e Flórida antes de subir a costa leste. Cerca de 3,3 milhões de casas ficaram sem eletricidade e vários milhões de pessoas receberam ordem de deixar suas moradias.

As ruas de Nova York, normalmente lotadas, estão sinistramente calmas depois de as autoridades terem ordenado que dezenas de milhares de moradores deixassem áreas baixas, além de promoverem o fechamento de metrô, aeroportos e do sistema de ônibus.

Meteorologistas disseram que o Irene ainda é uma grande ameaça e pode aumentar o nível da águas em mais de dois metros em regiões costeiras da Virgínia e Massachusetts. Podem ocorrer tornados isolados em Nova York.

Das Carolinas do Sul e do Norte até Maine, dezenas de milhões de pessoas estão no caminho do Irene, que chegou em terra firme na Carolina do Norte no sábado, causando chuvas torrenciais, derrubando arvores e interrompendo o fornecimento de eletricidade.

"A ponta do furacão chegou até nós", afirmou o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, a mais de oito milhões de pessoas que vivem na cidade enquanto as alertava sobre os ventos que atingiriam a região.

Bloomberg alertou os nova-iorquinos que a tempestade Irene trazia risco de vida e os exortou a permanecer dentro de suas casas para evitar objetos lançados pelo vento, inundações e a possibilidade de as pessoas serem eletrocutadas por linhas de energia que viessem a cair.

Cerca de 370 mil moradores receberam ordens de deixar suas casas em área baixas, muitos deles de partes do Brooklyn, Queens e Manhattan.

Alguns se recusaram a sair. Nicholas Vigliotti, de 24 anos, um auditor que vive em um arranha-céu em frente à costa do Brooklyn, disse que não via por que deixar seu lar. "Mesmo que haja inundação, moro no quinto andar".

O Centro Nacional de Furacões dos EUA, localizado em Miami, afirmou que os ventos da tempestade Irene caíram para 100 quilômetros por hora na manhã deste domingo, mas previu ondas de até 2,5 metros em Long Island e na Nova York metropolitana, o que poderia derrubar os muros de proteção ao sul de Manhattan.

Este ano foi um dos piores em relação ao clima na história dos Estados Unidos, que já perdeu 35 bilhões de dólares com inundações, tornados e ondas de calor.

O presidente dos EUA, Barack Obama, que interrompeu suas férias na ilha de Martha's Vineyard, em Massachuetts, para retornar à Casa Branca, estava analisando a possibilidade de um furacão.

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