Furacão Earl avança para a Costa Leste dos EUA

O furacão Earl se dirige nesta quinta-feira para a Carolina do Norte, e deve causar ventos e ondas fortes nas ilhas do Estado antes de seguir pela Costa Leste dos EUA, até o Canadá.

GENE CHERRY, REUTERS

02 de setembro de 2010 | 18h20

O Centro Nacional de Furacões dos EUA (CNF) disse que o gigantesco furacão está na categoria 3 da escala Saffir-Simpson (que vai até 5), com ventos regulares de 205 quilômetros por hora -- já ligeiramente mais brando do que no seu auge mais cedo nesta quinta.

Pelo menos 100 mil pessoas receberam ordens para deixar as ilhas Outer Banks, na Carolina do Norte, onde há previsões de ondas superiores a 4,6 metros.

O centro do furacão se encontrava 395 quilômetros ao sul do cabo Hatteras, de onde deveria ter sua maior aproximação por volta das 3h da madrugada de sexta-feira. Em seguida, a previsão é de que ele faça uma curva gradual para nordeste, passando ao largo da Costa Leste, até chegar no sábado ao Canadá.

"Esperamos que as condições ao longo da Costa Leste se deteriorem rapidamente hoje à noite e amanhã", disse Craig Fugate, administrador da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências, por teleconferência.

Não há previsão de que o Earl atinja diretamente o território dos EUA, mas ele deve causar transtornos às vésperas do feriado prolongado do Dia do Trabalho norte-americano, que marca o fim das férias de verão.

"Este é um sistema grande, com impactos bem longe do centro", disse Fugate, qualificando o Earl como "uma tempestade muito perigosa".

O CNF disse que os ventos do Earl têm força de furacão num raio de 145 quilômetros a partir do seu centro, e que por isso não precisa chegar ao continente para causar estragos.

As ilhas Outer Banks estão habitualmente expostas a tempestades, mas essa é a maior a ameaçar a Carolina do Norte desde o furacão Floyd, que matou 50 pessoas em 1999 no Estado.

Na ilha Ocracoke, Ryan O'Neal, de 31 anos, capitão de um barco turístico, e seu cachorro assistiam à partida da última balsa sem intenção de deixar o local.

"Estou aqui a cada furacão desde que nasci. Este pode ser ruim, mas tenho certeza de que já tivemos piores. Tenho de cuidar da minha casa e do meu barco", afirmou.

"As árvores estão começando a chacoalhar um pouco por causa do vento. Estive na praia e, embora fosse maré baixa, as ondas chegavam às dunas."

Há estado de alerta e atenção ao longo de grande parte da Costa Leste -- Carolina do Norte, Virgínia, Maryland, Delaware, Nova Jersey, Nova York, Connecticut, Rhode Island e parte de Massachusetts. No Canadá, partes da Nova Scotia e de New Brunswick estão em alerta.

Segundo a Administração de Informação de Energia dos EUA, o Earl pode afetar a capacidade de refino do país em 1,1 milhão de barris por dia, ou cerca de 7 por cento da capacidade nacional total.

Isso inclui 858 mil barris por dia em quatro refinarias na região da Filadélfia, 238 mil barris na refinaria de New York Harbor e 66 mil barris por dia na refinaria de Yorktown, Virginia.

(Reportagem adicional de Tom Brown, Jane Sutton e Pascal Fletcher em Miami, e Joe Silha em New York)

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