Furacão Earl avança em direção à Costa Leste dos Estados Unidos

O furacão Earl prossegue na direção da Costa Leste dos Estados Unidos na terça-feira, e deve passar perto das populosas regiões da Carolina do Norte e Nova Inglaterra, segundo o Centro Nacional de Furacões (CNF).

JANE SUTTON, REUTERS

31 de agosto de 2010 | 18h10

O furacão deve se deslocar paralelamente à costa durante o próximo feriado prolongado no país (Dia do Trabalho, segunda-feira), mas qualquer desvio a oeste pode provocar a desocupação de áreas costeiras, ou pode mesmo levar a tempestade para o continente.

O Earl deve passar raspando pelas ilhas Outer Banks (Carolina do Norte) na quinta-feira à noite, causando fortes chuvas, mar agitado, ressacas e ventos fortes num trecho de litoral que vai da Carolina do Norte até o Canadá.

O furacão tem ventos regulares de 215 quilômetros por hora, o que o coloca na categoria 4 da escala Saffir-Simpson, que vai até 5. Um alerta de furacão foi emitido para grande parte da Carolina do Norte devido à aproximação do fenômeno natural.

O aviso, que alerta os cidadãos de que condições climáticas típicas de um furacão são possíveis em 48 horas, foi emitido para a costa do Estado norte-americano, de Surf City a Duck, incluindo Pamlico e Albemarle Sounds.

Ainda é cedo para dizer se o furacão passará perto de Nova York. No fim de semana, ele fez uma curva em alto mar a leste da metrópole.

Esse é o segundo grande furacão da temporada de tempestades de 2010 no Atlântico. Às 15h de terça-feira (hora de Brasília), ele se deslocava a oeste-noroeste no meio do mar, 275 quilômetros a leste das ilhas Turcos e Caicos, território britânico ao sul das Bahamas.

O furacão Earl não ameaça as instalações de gás e petróleo no golfo do México.

Na segunda-feira, o Earl arrancou postes, árvores e telhados ao passar perto de Porto Rico. Houve inundações, mas sem vítimas.

"Tivemos bastante sorte. Não fomos diretamente atingidos ... não foi tão sério quanto poderia", disse o governador de Porto Rico, Luis Fortuno, à CNN.

FIONA

A tempestade Fiona segue um percurso semelhante ao do Earl, porém mais a leste. Às 15h, estava 540 quilômetros a leste das ilhas Sotavento (Caribe), e também deve ficar distante do golfo do México.

Com ventos regulares de 65 quilômetros por hora, Fiona mal pode ser considerada uma tempestade tropical. O furacão Earl, muito mais violento, está atrapalhando seu desenvolvimento, pois agita o mar e leva água fria para a superfície --a água quente é o "alimento" das tempestades.

As tempestades estão separadas por uma distancia de 1.450 quilômetros, mas Fiona se desloca bem mais rapidamente. "Se ficarem realmente perto, o Earl pode na verdade engolir e de certa forma matar (Fiona)", disse o meteorologista Barry Bexter, do CNF.

(Reportagem adicional de Tom Brown e Pascal Fletcher, em Miami; e de Eileen Moustakis, em New York)

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