Furacão Alex ganha força e se aproxima da costa do México

O furacão Alex alcançou a categoria 2 nesta quarta-feira nas águas do Golfo do México, enquanto se aproximava da costa mexicana, onde deve chegar nas primeiras horas da quinta-feira.

TOMÁS BRAVO, REUTERS

30 Junho 2010 | 21h30

O Alex, que se converteu na terça-feira em furacão de categoria 1 pela força de seus ventos, estava às 20h (horário de Brasília) 90 quilômetros a nordeste de La Pesca, no Estado mexicano de Tamaulipas, e 170 quilômetros ao sul de Brownsville, no Estado norte-americano do Texas, disse o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos.

O fenômeno, com ventos máximos sustentados de 155 quilômetros por hora, havia aumentado sua velocidade de deslocamento a 19 quilômetros por hora com direção oeste.

"Espera-se que esse movimento em geral continue até que toque a terra no nordeste do México em algumas horas", segundo o boletim do Centro.

Em Tamaulipas, cujo litoral já era atingido por fortes chuvas e ventos, autoridades da Defesa Civil disseram que estavam em alerta e que a população se preparava para a chegada do furacão.

"Temos chuvas e ventos ... a previsão é de que a intensidade seja mais forte que o esperado", disse à Reuters uma porta-voz da Defesa Civil na capital estadual, Ciudad Victoria, onde quatro albergues estavam abertos. No entanto, os moradores ainda não haviam sido retirados das áreas de risco.

Em Playa Bagdad, na região costeira, marinheiros batiam nas portas das casas de pescadores oferecendo levá-los a abrigos localizados na cidade de Matamoros, segundo uma testemunha da Reuters.

Alguns se negaram a sair das casas com medo de que seus pertences fossem roubados durante a ausência.

MÉXICO REABRE PORTOS

Nos Estados Unidos, as plataformas na região interromperam 26,3 por cento da produção de petróleo e 14,4 por cento da de gás natural devido à proximidade do furacão.

No entanto, o México reabriu nesta quarta-feira seus portos petrolíferos de Dos Bocas e Cayo Arcas, no Golfo do México, que estavam fechados desde domingo, depois da passagem do Alex.

O porto de Coatzacoalcos, na mesma região, permaneceu aberto. O país embarca nestes terminais 97 por cento do petróleo que exporta, principalmente aos Estados Unidos.

Em sua passagem pela América Central, o furacão Alex deixou ao menos 12 mortos em El Salvador e Guatemala.

O Alex também provocou fortes chuvas no sudeste do México, em cidades como Campeche e Cancún.

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