Fundo mundial para Amazônia terá US$1 bilhão, diz BNDES

O primeiro aporte do fundo ocorrerá no mês de setembro e será feito pela Noruega

REUTERS

31 Julho 2008 | 19h52

O Fundo da Amazônia, que será criado na sexta-feira, 1, por meio de um decreto assinado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, terá cerca de 1 bilhão de dólares em recursos em seu primeiro ano, informou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nesta quinta-feira. O primeiro aporte do fundo ocorrerá no mês de setembro e será feito pela Noruega, em coroas norueguesas, totalizando aproximadamente 100 milhões de dólares. "Pode ser um pouco menos ou um pouco mais", disse o chefe do Departamento de Meio Ambiente e Responsabilidade Social do BNDES, Eduardo Bandeira de Mello, a jornalistas nesta quinta-feira. O fundo vai financiar basicamente quatro ações ligadas a atividades alternativas de desenvolvimento, conservação de florestas, inovação científica voltada para o melhor aproveitamento do meio ambiente e capacitação de órgãos para preservar a Amazônia. A previsão do banco é que no primeiro ano a captação atinja 1 bilhão de dólares. E a estimativa é que o Fundo da Amazônia possa receber ao menos 21 bilhões de dólares até 2021. "Será uma doação voluntária que não prevê nenhum incentivo ou contrapartida", afirmou. "A cada ano, o orçamento previsto para o Fundo será revisto. Quanto maior a redução do desmatamento, maior será a chance de captação de recursos." Ele destacou que os cálculos de captação de doações são feitos com base em números calculados pelo Ministério do Meio Ambiente sobre o desmatamento na média dos dez anos anteriores. O BNDES será gestor e administrador dos recursos e coube ao Ministério do Meio Ambiente a captação inicial. "O Ministério do Meio Ambiente confiou ao BNDES essa missão em razão da nossa credibilidade e da nossa estrutura bancária. Projeto a projeto, a decisão caberá ao BNDES (selecionar o projeto que receberá apoio)", afirmou o executivo. Segundo ele, foi criado também um Comitê Orientador para receber os projetos e pedidos de apoio financeiro. "Esse é um mercado voluntário para ajudar o Brasil no esforço de evitar o desmatamento. Dele podem participar empresas, ONGs e países de todo mundo", acrescentou o executivo. Ele prometeu celeridade do Banco na liberação dos recursos para evitar o avanço do desmatamento na Amazônia. (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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