Fundo ambiental terá R$ 1 bi dos lucros do petróleo, diz Minc

Ministro diz que Lula vai sancionar lei que destina 10% do lucro do setor petrolífero para Fundo de Mudanças Climáticas

Karina Ninni, Especial para O Estado de S. Paulo

06 Dezembro 2009 | 14h46

Artistas, autoridades e ambientalistas se reuniram no domingo pela manhã no Parque do Ibirapuera para o evento Tô no Clima, organizado para divulgar a Conferência do Clima, em Copenhague. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, aproveitou a ocasião para anunciar a sanção, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da Lei do Fundo de Mudanças Climáticas, com orçamento de R$ 1 bilhão ao ano. “Esses recursos são provenientes da indústria petroleira, é 10% do lucro do petróleo. O Brasil vai chegar em Copenhague como o primeiro país com um fundo para mudanças climáticas com recursos do petróleo”, afirmou Minc.

O ministro disse que o dinheiro para o fundo não depende do  pré-sal, porque a taxação incidirá sobre quem já atua na área. Esclareceu ainda que a retenção dos recursos atingirá todas as empresas petrolíferas com presença no País, e não só a Petrobrás.

O ministro anunciou outras duas medidas no Ibirapuera: a assinatura do Pacto da Carne Legal e Sustentável com a  Associação Brasileira de Supermercados (Abras) na segunda-feira e, na terça, a aprovação de mais seis projetos do Fundo Amazônia (criado para estimular a preservação na floresta).

Organizado pela rede Tic Tac Tic Tac, pela Prefeitura de São Paulo e a Embaixada Britânica, o Tô no Clima  teve shows de Gabriel - o Pensador, Mariana Aydar, Zélia Duncan e Simoninha.

De bicicleta e com seu cachorro, o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, disse que o importante é cada país reconhecer sua responsabilidade e assumir compromissos em Copenhague. “Pelo tamanho de suas emissões, países como Brasil, China e Índia não podem fingir que são Honduras ou Bangladesh.”

Gabriel o Pensador abriu a manhã ensolarada de domingo com a música “Maresia” e disse estar preocupado com a poluição dos oceanos. “Gosto muito de surfar e praia suja me incomoda”, disse o rapper. Todos os artistas doaram seus cachês.

O público era pequeno, mas bem informado. “Eu acho ruim esse negócio de crédito de carbono. É comprar o direito de poluir”, disse a estudante Rute Alonso da Silva. Ela reclama da pouca divulgação do evento.

 

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