Fundação Grupo Boticário lança vídeo sobre Código Florestal

A animação tem como objetivo informar didaticamente o público leigo sobre as consequências das mudanças no Código Florestal

Karina Ninni, estadao.com.br

28 de março de 2011 | 20h29

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza em parceria com a ONG SOS Florestas lançou nesta segunda-feira uma animação em vídeo sobre as modificações propostas no Código Florestal pelo Deputado Aldo Rebelo.

 

O vídeo apresenta a dimensão dos impactos decorrentes da redução das Áreas de Preservação Permanentes (APPs) – beira de rios, topos de morros e encostas íngremes – e da modificação no estabelecimento de áreas de reserva legal, caso sejam aprovadas as alterações no Código Florestal.

 

Com a diminuição das APPs, por exemplo, os riscos de erosão, desmoronamento e enchentes, tanto em zonas urbanas como rurais, aumentariam. De acordo com relatório do Observatório do Clima divulgado no fim de 2010, com a redução das matas nas margens de rios, estima-se que o país possa perder uma área equivalente a dois milhões de campos de futebol de florestas.

"Achamos que o tema foi pouco discutido com a sociedade civil. Ficou só em Brasília, restrita àqueles que são a favor ou contra o substitutivo. Pensamos também que uma animação ajudaria o público leigo a visualizar os impactos da proposta do susbtitutivo", afirmou André Ferreti, coordenador de estratégias de conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

"No Paraná há mais de mil pontos de deslizamento e atualmente, por conta das chuvas, o porto de Paranaguá está inacessível para centenas de produtores por conta da queda de barreiras e pontes em estradas. Isso tudo pode piorar com a aprovação desse substitutivo", diz Ferretti.

 

Na sexta-feira passada,16 propostas discutidas entre 30 empresas majoritariamente do setor de papel e celulose e 34 ONGs foram entregues, em Brasília, aos ministérios do Meio Ambiente, Agricultura e Desenvolvimento Agrário e a parlamentares. O documento foi assinado por Suzano, Fibria, Stora Enso, Klabin e outras grandes do setor, e por WWF, ISA, IPAM, Imazon, TNC e CI, para citar algumas ONGs.

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