FOTO GABRIELA BILO / ESTADAO
FOTO GABRIELA BILO / ESTADAO

Fridays for Future realiza atos pela Amazônia em mais de 20 países

Movimento criado pela ativista ambiental Greta Thunberg cobra proteção da floresta em meio ao aumento de queimadas e do desmatamento

Redação, O Estado de S. Paulo

29 de agosto de 2020 | 12h47

SÃO PAULO - O movimento Fridays for Future, criado pela ativista ambiental Greta Thunberg, vai realizar uma série de mobilizações online e nas ruas em mais de 20 países até este domingo, 30, para alertar sobre a importância de proteger a Amazônia.

O Brasil está entre os países onde o ato está sendo realizado, assim como Colômbia, Uruguai, Itália, Alemanha, Nigéria e Turquia. Nas ações presenciais, o grupo informou que vai seguir recomendações locais para evitar a disseminação no novo coronavírus. A mobilização teve início na última sexta-feira, 28. 

O movimento realiza greves estudantis para alertar sobre os problemas ambientais e seus impactos para o futuro. Nas redes sociais, jovens postam fotos com cartazes com frases defendendo a Amazônia e usando as hashtags #SOSAmazônia e #TodospelaAmazônia. 

O ato deste fim de semana é realizado em meio às preocupações internacionais em relação ao bioma, tendo em vista alertas de aumento de queimadas e desmatamento.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre agosto do ano passado e julho deste ano, os alertas de desmatamento na Amazônia tiveram aumento de 34,5%, na comparação com os 12 meses anteriores. O porcentual é o maior dos últimos cinco anos

O mês de julho terminou com alta de 28% no total de focos de incêndio na floresta, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Bloqueio de verbas

Nesta sexta-feira, 28, o Ministério do Meio Ambiente chegou a anunciar que paralisaria as ações de combate ao desmatamento da Amazônia por causa do bloqueio de verbas para o Ibama e Instituto Chico Mendes (ICMBio). A medida também atingiria o Pantanal e começaria a partir da próxima segunda-feira, 31.

Após a repercussão negativa, o governo recuou e informou que o bloqueio não ocorreria mais neste ano.

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