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Fórum Mundial da Água começa com 17 prisões na Turquia

Manifestantes acreditam que evento não deveria ser organizado por uma instituição privada, mas pela ONU

Efe,

16 de março de 2009 | 15h17

A quinta edição do Fórum Mundial da Água, o maior evento desse tipo e celebrado a cada três anos, começou nesta segunda-feira, 16, em Istambul com grande participação de diversas personalidades à sombra, no entanto, da prisão de 17 ativistas contrários à comercialização de recursos hídricos.

 

Segundo a organização, mais de 27.000 delegados de 182 países de registraram no Fórum. Os chefes de Estado, parlamentares, líderes locais, especialistas, representantes de ONGs e empresas debaterão até o próximo domingo, 22, os problemas mais importantes com o objetivo de introduzir a água na agenda política dos dirigentes mundiais na direção marcada pelos Objetivos do Milênio da ONU.

 

"O mundo evolui rapidamente, às vezes de forma brutal, e essas mudanças afetam a água. Cada dia nos faz mais falta água para criar energia para dar de beber às megalopolis e temos que proteger os recursos aquáticos e a biodiversidade", disse Loïc Fauchon, chefe do Conselho Mundial da Água, a instituição privada que organiza o Fórum.

 

O presidente da Turquia, Abdullah Gül, opinou que "ser ecologista já não é uma opinião ideológica" pois, dada a "grave" situação ambiental do planeta, "agora todos devemos ser ecologistas."

 

Gul se reuniu com altos representantes da ONU, da Unesco e da OCDE, assim como com os presidentes do Iraque e do Tajiquistão, com os príncipes da Holanda e de Mônaco, entre outros, com os quais entrou em acordo para um documento em que chama todos os países do mundo a atuar para sanar os problemas que enfrentam com a água.

 

Os críticos afirmam que um Fórum desse tipo não deveria ser organizado por uma instituição privada, mas pelas Nações Unidas, e ainda acusam o Conselho Mundial da Água de ocultar, atrás de uma mensagem "pseudo-ecologista", a intenção de incrementar o papel dos interesses privados na gestão da água.

 

Um total de 17 ativistas turcos foram detidos por protestar contra a comercialização da água e duas mulheres da organização International Rivers foram retiradas da abertura do fórum por tentar abrir um banner contra a construção de barragens.

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