REUTERS/Ueslei Marcelino
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Forças Armadas devem permanecer mais 1 mês na Amazônia, diz ministro da Defesa

Fernando Azevedo e Silva destacou que setembro será tão seco quanto agosto; R$ 28 milhões já foram liberados para a operação

Caio Sartori, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2019 | 15h13

RIO - O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse que as Forças Armadas devem ficar mais 1 mês na Amazônia, onde estão desde o dia 24 de agosto. Com a extensão do prazo, os militares continuariam na região até o dia 24 de outubro. Até agora, o governo liberou R$ 28 milhões para a operação. 

“O mês de setembro está sendo visualizado pelos especialistas como um mês tão seco quanto agosto, então talvez a permanência das Forças Armadas seja conveniente”, afirmou o ministro na manhã desta sexta-feira, 20. 

Questionado se a decisão já havia sido tomada, Azevedo e Silva disse que está conversando com o presidente Jair Bolsonaro. As Forças Armadas, segundo ele, apenas “cumprem ordens”.

Os militares foram para a Amazônia a partir de um decreto de lei e ordem (DLO) assinado por Bolsonaro. O texto diz que eles podem atuar em "áreas de fronteira, terras indígenas, unidades de conservação ambiental e em outras áreas da Amazônia Legal." A medida veio após as queimadas no País virarem foco do debate internacional e gerarem crises diplomáticas. 

Azevedo e Silva participou nesta manhã, no Rio, da 16ª Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana, com o tema ‘A Quarta Revolução Industrial: Impactos na Segurança Internacional e a Reformulação da Ordem Global’. O ministro falou sobre o papel das Forças Armadas no Brasil. 

 

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