Fogo e estiagem reduzem nível de baías, rios e córregos no País

Ambientalistas acreditam que quadro de diminuição de reservatórios naturais deve se agravar

Andrea Vialli, Nayanne Santana, Fátima Lessa e João Naves de Oliveira, O Estado de S. Paulo

26 de agosto de 2010 | 11h13

As queimadas que se espalham pelo País somadas à estiagem estão diminuído reservatórios naturais, rios e córregos. No Pantanal de Mato Grosso, a Baía de Chacororé – terceiro maior reservatório de água doce do Brasil – registra o mais baixo nível em 38 anos. Em Rio Branco, o Rio Acre, principal manancial de abastecimento da capital, está com só 1,90 metro. O recorde, em 2005, é de 1,75 metro.

 

Como a estiagem na região amazônica se encerra apenas em meados de outubro, ambientalistas acreditam que o quadro deve se agravar. Para Mato Grosso, onde não chove há mais de cem dias, a previsão é de chuvas apenas na segunda quinzena de setembro.

 

Ontem, as queimadas deixaram parte do Acre e Rondônia sem energia elétrica, após o foco atingir o linhão entre Jaru e Vilhena (RR). A situação foi resolvida após a localização do incêndio.

 

O número de focos tem crescido a cada dia. O Instituto de Meio Ambiente do Acre emitiu em 24 horas 73 autos por desmates e queimas ilegais. O Estado não registra chuvas há 23 dias.

 

A fumaça que encobriu o pico da Serra da Bodoquena denunciou o incêndio que há três dias consome a reserva indígena Kadiwéu, em Porto Murtinho, Mato Grosso do Sul. Com 540 mil hectares, a região é de difícil acesso.

 

 

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