Fluxo de óleo no Golfo do México segue caindo; solução ainda está distante

Aberturas na nova cobertura colocada sobre o poço estão sendo fechadas gradativamente

Associated Press

07 Junho 2010 | 13h50

Funcionário caminha em praia atingida por mancha de óleo na costa dos EUA. Gerald Herbert/AP

 

A cobertura instalada sobre o gêiser de  petróleo no fundo do Golfo do México está impedindo que 1,7 milhão de litros de óleo se misturem ao oceano a cada dia, acima dos 1,6 milhão de sábado e dos 950 mil de sexta, de acordo com o almirante da Guarda Costeira  Thad Allen.

 

 

Autoridades federais estimam que o vazamento está liberando de 1,9 milhão a 4 milhões  de litros diários.

A batalha contra o petróleo no Golfo agora envolve "centenas de milhares" de manchas individuais no mar, disse Allen, o principal representante do governo federal na reação ao vazamento. Pequenas embarcações da área fora convocadas para ajudar a recapturar essas manchas.

 

O complexo de manchas agora se estende de 160 km a leste da divisa entre Texas e Louisiana às proximidades da costa da Flórida, e rumo ao mar aberto  a cerca de 220 km a oeste da cidade de Tampa, dizem autoridades.

 

Allen deu mais detalhes a respeito de uma declaração feita no fim de semana, de que a limpeza do óleo derramado duraria até meados do segundo semestre. Ele reconheceu que uma limpeza completa levará muito mais tempo.

 

"Enfrentar o derramamento na superfície exigirá alguns meses", disse ele, mas o processo de tirar o petróleo dos manguezais e de outros hábitats vai requerer "anos".

 

Nesta segunda-feira, a empresa British Petroleum (BP), responsável pela plataforma de petróleo que explodiu em abril, desencadeando o vazamento, informou nesta segunda-feira que a reação ao desastre já custou US$ 1,25 bilhão, sem contar US$ 360 milhões em medidas de contenção para proteger áreas sensíveis na Louisiana.

 

O total de petróleo que escapa do poço não está claro. O tampão mais recente, um funil invertido, está sendo observado com cuidado. Mais óleo está sendo coletado à medida que mais aberturas no alto do tampão são fechadas. O processo é gradual porque as equipes precisam impedir que a água e o gás criem os cristais que frustraram uma tentativa anterior de fechar o poço.

 

O óleo capturado está sendo levado para um navio na superfície. A BP planeja trazer navios maiores para a área e criar "uma conexão mais permanente, que possa ser desfeita facilmente no caso de haver um furacão ou tempestade grave".

 

Se a conexão for quebrada por conta de mau tempo, o óleo voltara a vazar livremente.

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