U.S. Coast Guard/AP
U.S. Coast Guard/AP

Flórida inicia ações para impedir que mancha de óleo atinja sua costa

Departamento de Proteção Ambiental espalhará 50 km de barreiras flutuantes na região de Panhandle

Efe

04 Maio 2010 | 14h03

MIAMI - As autoridades do Estado americano da Flórida informaram nesta terça-feira, 4, que as barreiras flutuantes colocadas no litoral para conter a mancha de petróleo que avança pelo Golfo do México já chegam a cerca de 26 quilômetros de comprimento.

 

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"Há 26 quilômetros de barreira flutuante colocada na área de Panhandle (extremo noroeste do estado) e se espera acrescentar hoje mais 6 quilômetros e outros 18 depois", anunciou em comunicado o Departamento de Proteção Ambiental da Flórida (DEP, na sigla em inglês).

 

O DEP, a Comissão de Vida Silvestre e Pesca (FWC) da Flórida e autoridades dos condados do litoral oeste do estado aproveitam a lentidão no avanço da mancha negra para acelerar as ações para salvar as praias locais e o habitat marinho.

 

As autoridades da Flórida disseram que não se espera até a próxima quinta-feira um impacto da mancha negra no litoral noroeste do estado.

 

O vazamento de óleo cru no Golfo do México começou quando uma plataforma petrolífera da empresa British Petroleum (BP) explodiu no dia 20 de abril, deixando aberto o poço de extração do minério. Desde então, a acumulação de petróleo nas águas do Golfo formam uma imensa mancha negra, que se alastra com a força dos ventos.

 

 Imagem de satélite mostra extensão da mancha e proximidade com a costa (Foto: Nasa)

 

O governador da Flórida, Charlie Crist, estendeu o estado de emergência aos condados litorâneos de Franklin, Wakulla, Jefferson, Taylor, Dixie, Levy, Citrus, Hernando, Pasco, Pinellas, Hillsborough, Manatee e Sarasota. A medida eleva para um total de 19 condados em estado de emergência.

 

Por sua vez, o DEP continua a análise no laboratório da qualidade do ar e dos sedimento marítimos, enquanto a FWC e diferentes agências federais avaliam o possível impacto que terá a mancha negra de petróleo na fauna marinha e na pesca de peixes e mariscos ao longo da costa do estado e no Golfo do México.

 

A prática da pesca foi restringida durante um mínimo de dez dias na baía de Pensacola, na área de Panhandle. Já as praias e parques naturais da Flórida continuam abertos ao público.

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