Finlândia oferece US$ 3,9 mi à FAO contra mudança climática

País foi o primeiro a comprometer apoio financeiro ao programa que promoverá a agricultura sustentável

Efe,

08 Dezembro 2009 | 12h50

A Finlândia foi o primeiro país a comprometer apoio financeiro ao programa de US$ 60 milhões que a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO, na sigla em inglês) planejou para combater a mudança climática nos países em desenvolvimento.   Veja também: Mudança climática causará 1 bilhão de migrações, diz relatório ONU pede fechamento de conteúdo básico de acordo climático Fundo do clima pode excluir Brasil Glossário sobre o aquecimento global O mundo mais quente: mudanças geográficas devido ao aquecimento Entenda as negociações do novo acordo    Rumo à economia de baixo carbono    O país europeu participará do projeto com um apoio de aproximadamente US$ 3,9 milhões durante os anos de 2010 e 2011. A ONU, agora, aguarda a participação de outros países.   O compromisso finlandês coincide com a realização da cúpula das Nações Unidas sobre mudança climática, que acontece desde segunda-feira em Copenhague, e foi anunciado hoje em comunicado da ONU à imprensa.   O programa da FAO pretende promover uma agricultura sustentável e com um nível reduzido de emissões durante os próximos cinco anos nos países em desenvolvimento, em parceria com os próprios países e grandes organizações.   A agricultura é uma das principais fontes emissoras de gases do efeito estufa, mas tem grande potencial para absorver parte dos que já se encontram na atmosfera, e por isso a iniciativa é considerada vital para combater a mudança climática.   "Já existem muitas tecnologias e práticas adequadas para a retirada de carbono na pequena agricultura. Entre elas, estão as técnicas utilizadas na agricultura orgânica e na de conservação", comenta, no comunicado, o diretor-geral adjunto da FAO, Alexander Müller.   "Cerca de 90% do potencial da agricultura para reduzir ou eliminar emissões na atmosfera procede deste tipo de prática, que também pode ter impacto positivo na redução da fome e da pobreza", acrescentou.

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