Luisa Genes / ICMBio
Luisa Genes / ICMBio

Filhote de bugio ruivo nasce no Parque Nacional da Tijuca

Mãe do macaquinho é um dos seis animais da espécie que foram reintroduzidos na unidade de conservação do Rio, a partir de 2015, para restabelecer as interações ecológicas da floresta

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

22 Setembro 2017 | 18h05

Um filhote de bugio ruivo (Alouatta guariba clamitans) nasceu em agosto no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. A mãe do macaquinho é Kala, um dos seis animais que foram reintroduzidos na floresta a partir de 2015 e que desde 2016 passou a ser vista na companhia de outro macaco reintroduzido, Juvenal, no interior do parque.

O bugio é uma espécie não avistada há pelo menos 100 anos no parque da Tijuca e é considerado vulnerável na lista de espécies ameaçadas no Brasil. O animal auxilia a regeneração da floresta por ser um importante dispersor de sementes.

De acordo com o chefe do parque, Ernesto Viveiros de Castro, o nascimento do filhote é um sinal de sucesso para o Projeto ReFauna Tijuca, que tem o objetivo de restaurar as interações ecológicas da floresta, que foi altamente devastada durante a colonização, até 1861, quando teve início um grande processo de reflorestamento e regeneração natural.

"O nascimento do filhote indica a formação de um casal na natureza e que os animais estão conseguindo sobreviver em boas condições, o primeiro passo para se estabelecer uma população", disse Castro.

O filhote e sua mãe estão sendo monitorados semanalmente pelos alunos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Quatro dos seis animais soltos se adaptaram bem, mas dois precisaram ser recolhidos. "Eles tinham constantes interações com os visitantes no parque, que os alimentavam", afirmou Castro.

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