Josh Reynolds/AP
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Fezes de cães são usadas para iluminar parque nos Estados Unidos

Iniciativa é do artista Matthew Mazzotta, que quer convencer as pessoas a não desperdiçar resíduos

AP

22 de setembro de 2010 | 17h03

CAMBRIDGE - Apesar do mau cheiro e do perigo que representam para as solas dos sapatos, as fezes de cachorro têm seu lado positivo - e brilhante. O gás metano proveniente delas tem acendido lâmpadas no Parque para Cães Pacific Street, em Cambridge, nos Estados Unidos. A iniciativa é do artista Matthew Mazzotta, que pretende convencer as pessoas a não desperdiçar resíduos.

O equipamento, chamado de Park Spark (Brilho do Parque), é composto por dois tanques de aço de 1.900 litros unidos por tubos diagonais e se conecta a uma lâmpada, como as antigas que usavam gás nas ruas. Os tanques, antes empregados para armazenamento de petróleo, estão pintados de amarelo e os tubos, de preto.

Nos reservatórios há letreiros de orientação para os proprietários sobre o que devem fazer quando os animais de estimação fizerem as necessidades. No local, são fornecidas sacolas biodegradáveis para que as pessoas peguem os excrementos dos cães e os depositem no tanque esquerdo.

Os donos, então, devem girar a manivela que agita o conteúdo dentro do tanque, onde ficam água e os resíduos. O metano, gás inodoro liberado por micróbios nas fezes, é transportado dos tanques para a lâmpada, onde ocorre a combustão. O parque é pequeno, mas bastante movimentado, o que garante um fornecimento estável de combustível.

Ao assistir seus dois cães brincarem, a universitária Lindsey Leason, de 29 anos, diz que concorda com esse novo enfoque positivo sobre cocô de cachorro. "Como sou obrigada a recolher muito excremento, preferiria dar um uso para isso'', afirma.

O projeto foi financiado por uma doação de US$ 4 mil (R$ 6.840) do Conselho das Artes do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), onde Mazzotta concluiu no ano passado seu mestrado em estudos visuais.

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