Ferramenta do MIT foi testada no Butantã e em Cidade Ademar

Oficinas envolveram conselheiros participativos das áreas e moradores de associações de bairro; veja como foram os testes

Giovana Girardi, O Estado de S. Paulo

22 Março 2015 | 03h00

Cambridge (EUA) - Desde 2014, a ferramenta do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) vem sendo apresentada em workshops em São Paulo e foi testada na prática, com metas reais, no Butantã (zona oeste) e Cidade Ademar (zona sul). Se envolveram nas oficinas conselheiros participativos das áreas e moradores ativos em associações de bairros. No primeiro caso, eles avaliaram o status da criação de um parque linear no córrego Itararé e no segundo, o andamento da construção de cinco Escolas Municipais de Educação Infantil (Emei).

Martha Delbuque Pimenta, conselheira participativa do Butantã, conta que a área prevista para a construção do parque é bastante contestada. "A gente ouvia que o lugar tinha condomínio de luxo despejando esgoto. Fomos lá e de fato fotografamos coisas que são no mínimo dignas de serem verificadas, como um cano que parecia estar despejando esgoto e parecia estar vindo do condomínio. Com as imagens, dá para cobrar que a Prefeitura cheque isso. A ferramenta é um grande avanço, contribui para o empoderamento do cidadão", diz.

Em Cidade Ademar, os moradores se dividiram em dois grupos. Um checou os locais onde deveriam ser construídas as escolas para averiguar o status da obra. Outro fez uma pequena pesquisa com moradores do entorno das futuras escolas para saber se eles estavam conscientes daquela meta, o que acham dela, se já estavam sendo realocados, etc.

"A maioria não sabia, porém, considerava importante. As obras ainda não tinham começado, mas o que encontramos não era diferente do que estava no site da prefeitura. Não tinha inconsistências, no entanto, havia uma previsão de valores já gastos e não ficou muito claro onde o dinheiro estava sendo gasto", conta Airton Goes, conselheiro participativo e técnico da Nossa São Paulo.

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